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Polícia Civil conclui que ex-amante mandou amigo à Colômbia para matar mulher que sumiu ao chegar no aeroporto de Goiânia

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O delegado da Polícia Civil, Tiago Matimiani, responsável pelo caso de Lilian de Oliveira que desapareceu e foi morta ao retornar da Colômbia e desembarcar no Aeroporto Santa Genoveva, informou que a investigação concluiu que o ex-amante da vítima,  mandou um amigo viajar até o país estrangeiro para localizar e matar a mulher.

Por dificuldades em encontrar Lilian no país e por não saber o idioma, Ronaldo Rodrigues Ferreira não conseguiu consumar o crime por lá e por isso Lilian só foi morta ao chegar na capital goiana. Ele teria ficado por lá 12 dias, entre 5 e 17 de dezembro passado. Segundo o delegado, o empresário Jucelino Pinto Fonseca, apontado como o mandante do crime, pagou as passagens de ida e volta, hospedagem e gastos previamente de Ronaldo. As passagens foram adquiridas em dinheiro, conforme demonstrou a PC.

A defesa de Ronaldo Rodrigues Ferreira disse que ele está “convicto de sua inocência”.  Já a defesa de Jucelino Pinto Fonseca e Cleonice de Fátima afirmou em nota que “nenhuma prova existe de que os investigados do caso tenham, um ou outro, custeado despesas de viajem entre si, ou mandado que alguém executasse qualquer crime e apesar da evidência de que as investigações, na verdade, nunca acabaram e nem parece que vão acabar”.

Jucelino e Ronaldo chegaram a ser presos em maio e junho, respectivamente, mas foram soltos pelo Poder Judiciário em agosto. Atualmente, eles são monitorados por tornozeleiras eletrônicas. A ex-babá do filho de Lilian, Cleonice de Fátima Ferreira, acusada de auxiliar no crime para ficar com a criança após a morte da mãe, também foi presa e liberada por um habeas corpus.

Segundo o delegado, Lilian viajou para visitar um colombiano que conheceu no Brasil e com quem mantinha um relacionamento. A Polícia Civil apurou que a viagem dela também foi paga por Jucelino Fonseca, seu ex-amante. O empresário alegou, em depoimento, que manteve um caso extraconjugal com a mulher e se sentia “feito de bobo” por ela estar em outro relacionamento.

A investigação concluiu que Jucelino contratou Ronaldo para matar a vítima e, em troca, perdoaria uma dívida de R$ 20 mil e que Lilian teve o corpo carbonizado e jogado dentro da fornalha do laticínio pertencente a Jucelino. O corpo não foi encontrado.

Ronaldo foi preso no município de Buriticupu (MA) e recambiado para Goiás. Jucelino e Cleonice foram presos em Pires do Rio, no sul do estado.

Notas de defesa

“A defesa de Ronaldo se manifesta no sentido de considerar somente o devido processo legal como parâmetro na atual e futuras fases processuais, utilizando o Código de Processo Penal a seu favor envie a gente como ferramenta de defesa.

E que a presunção de inocência, consagrada na Constituição Federal, foi legalmente observada como beneplácito para ele responder o processo em liberdade, eis que está convicto de sua inocência e não representa risco à coletividade”.

Defesa de Jucelino Fonseca e Cleonice de Fátima

O escritório SIFFERMANN & ROCHA ADVOGADOS ASSOCIADOS, diante da informação de que o Delegado Thiago Alexandre Martimiano da Silva, chefe do Grupo Antissequestro – GAS da Delegacia Estadual de Investigações Criminais – DEIC, insiste em fornecer, à Imprensa, uma irresponsável e tendenciosa dinâmica distorcida de supostos fatos criminosos imputados aos investigados no caso em que se apuram as circunstâncias do desaparecimento de Lílian de Oliveira, por meio desta, diz que se trata do mesmo Delegado que:

  • Disse ter concluído as investigações em 18/06/2020, ou seja, há quase 03 (três) meses, sendo que o Ministério Público, no entanto, pediu diligências complementares, por não ter vislumbrado que os fatos foram realmente apurados a contento;
  • Jamais divulgou para a Imprensa o fato, atestado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO e pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Goiânia, de que o investigado J.P.F. apareceu lesionado um dia após seu interrogatório, o qual, aliás, foi conduzido sem a presença de advogado;
  • Nunca mencionou publicamente que a investigada C.F.F., por meio de carta escrita de próprio punho, voltou atrás no que tinha até então alegado, no mesmo ato relatando o grave fato de que tinha tido sua liberdade e integridade ameaçadas pelos Órgãos de Investigação;
  • Omitiu deliberadamente que o investigado R.R.F. também voltou atrás nas pelo menos três versões que dera aos fatos, também denunciando retaliação por ocasião das investigações;
  • Apresentou, no Inquérito, várias versões, mas, agora, de forma curiosamente ávida, repassa à Imprensa a versão mais teatral do “evento caldeira”;
  • Oculta, no entanto, que já se realizaram dois exames de corpo de delito na caldeira do laticínio de propriedade de um dos investigados, os quais atestaram ausência de um vestígio sequer de que qualquer crime tenha lá ocorrido.

Esta Banca, apesar de tudo isso, tem se frustrado em chamar a análise do caso, por parte dos órgãos estatais, da Imprensa e de toda a sociedade à ordem, à sobriedade e à responsabilidade no que se refere à imputação precipitada, inconstitucional e imoral de culpa, malgrado nenhuma prova exista de que os investigados do caso tenham, um ou outro, custeado despesas de viajem entre si, ou mandado que alguém executasse qualquer crime e apesar da evidência de que as investigações, na verdade, nunca acabaram e nem parece que vão acabar. 

Por Redação do Click News com G1 GO

Mariana
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