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Artistas sofrem ataques racistas em live do Festival Afro-brasileiro de Maringá

Segundo o delegado Luiz Alves o crime será investigado. “A partir de agora, iniciaremos uma investigação para responsabilizar as pessoas responsáveis pelas ofensas. […] É uma situação lamentável e vamos responsabilizar os criminosos”, afirmou (Foto: Divulgação)

Segundo o delegado Luiz Alves o crime será investigado. “A partir de agora, iniciaremos uma investigação para responsabilizar as pessoas responsáveis pelas ofensas. […] É uma situação lamentável e vamos responsabilizar os criminosos”, afirmou

 

Dois artistas sofreram ataques racistas durante a transmissão online do encerramento do 12º Festival Afro-brasileiro de Maringá, no norte do Paraná, no domingo (11).A apresentação estava sendo transmitida pela conta da Secretaria de Cultura no Youtube. Perfis falsos fizeram as ofensas nos comentários. Os artistas foram chamados de macacos e outros termos racistas. Um dos perfis também afirmou que “denúncia não adianta nada kkkk”.

Nesta segunda-feira (12), os artistas Mestre Raiz e Liberta Maré, da Associação de Capoeira Mandinga-Ê, registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil, que está investigando o caso. “Nós, num todo, porque quando você comete um crime atingindo uma liderança de uma casa, você está atingindo a todos nós. Então, a gente espera sinceramente que a polícia investigue. Não podemos naturalizar o racismo, porque o racismo não é natural. A gente não vai deixar passar nada, um olhar, nenhum comentário ou gesto de racismo. Já passou dessa época, chega disso”, afirmou Liberta Maré.

O secretário de Cultura, Victor Simião, acompanhou os artistas na delegacia. “Desde o momento que a Semuc viu a situação, nos colocamos à disposição e nos organizamos para prestar todo tipo de apoio às vítimas. Na noite de domingo, publicamos uma nota falando que iríamos acionar jurídicamente, em qualquer instância, se fosse necessário. Nesta segunda-feira, fomos à delegacia registrar um boletim de ocorrência e agora vamos acompanhar. O que precisamos deixar claro é que em nossa gestão da Cultura, racistas não passarão, não ficarão impunes. A cultura precisa ser democrática, acessível e cada vez mais para os grupos prioritários políticamente, como as pessoas negras”, explicou.

Segundo o delegado Luiz Alves o crime será investigado. “A partir de agora, iniciaremos uma investigação para responsabilizar as pessoas responsáveis pelas ofensas. […] É uma situação lamentável e vamos responsabilizar os criminosos”, afirmou.

A injúria racial está prevista no artigo 140 do Código Penal e estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência, para quem cometer o crime.

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