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Casa Brasil

Áreas úmidas do Cerrado podem superar a Amazônia em estocagem de carbono

João by João
12 de março de 2026
in Brasil
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Áreas úmidas do Cerrado podem superar a Amazônia em estocagem de carbono

© Rafael Oliveira/Unicam

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Estudo inédito revela que veredas e campos úmidos retêm até 1.200 toneladas de carbono por hectare, seis vezes a densidade da floresta tropical; pesquisadores alertam para “bombas de carbono” em caso de degradação

Uma descoberta científica publicada nesta quinta-feira (12), na renomada revista New Phytologist, está redefinindo a importância estratégica do Cerrado no combate à crise climática global. A pesquisa, liderada pela cientista Larissa Verona em colaboração com instituições de prestígio como Unicamp, UFMG e o Instituto Max Planck, revela que as áreas úmidas do bioma funcionam como gigantescos reservatórios subterrâneos de carbono, superando a capacidade de armazenamento por hectare da própria Floresta Amazônica.

A investigação detalhada dos solos — veredas e campos úmidos — alcançou quatro metros de profundidade, superando as limitações de análises anteriores. O resultado expôs uma realidade até então subestimada em até 95%: o Cerrado não é apenas a savana mais biodiversa do planeta, mas um dos seus mais valiosos cofres de matéria orgânica.

Milênios de acúmulo sob o solo

A eficiência dessas áreas reside nas suas condições hidrológicas. A umidade constante cria ambientes com baixo teor de oxigênio, o que retarda a decomposição de resíduos vegetais e permite o acúmulo secular de biomassa. Testes de radiocarbono indicam que o material orgânico nessas turfeiras tem idade média de 11 mil anos, com registros que remontam a mais de 20 milênios.

“Esse carbono levou muito tempo para se acumular. Se ele for perdido, não podemos reconstruí-lo rapidamente, como ocorre com uma floresta que pode ser replantada”, adverte Larissa Verona. O estudo pontua que a preservação dessas áreas é crítica, pois o que levou eras para ser estocado pode ser liberado na atmosfera em um curto período se o ecossistema for comprometido.

A ameaça das “Bombas de Carbono”

Apesar de sua relevância, o Cerrado enfrenta um processo de degradação acelerado pela expansão agrícola, drenagem de solo para irrigação e alterações climáticas. Quando essas áreas úmidas secam, a matéria orgânica entra em decomposição acelerada, convertendo-se em dióxido de carbono ($CO_2$) e metano ($CH_4$).

O professor Rafael Oliveira, da Unicamp, utiliza um termo contundente para descrever o risco: “Se começarmos a drenar essas turfeiras e liberar esse carbono acumulado, lançaremos bombas de carbono na atmosfera”. Estimativas indicam que 70% das emissões desses ambientes já ocorrem na estação seca, e a tendência é de agravamento com o aumento das temperaturas globais.

O desafio da proteção e o “Bioma de Sacrifício”

Ocupando 26% do território nacional e abrigando as nascentes de bacias que alimentam até o rio Amazonas, o Cerrado sofre com o que os pesquisadores chamam de “bioma de sacrifício”. A pressão por preservar a Amazônia acaba deslocando a fronteira do agronegócio para as savanas centrais, onde a conversão para pastagens e lavouras de commodities é intensa.

Embora existam mecanismos legais de proteção, cerca de 50% dessas áreas úmidas já apresentam sinais de degradação. Os autores do estudo defendem que o papel climático do Cerrado seja urgentemente incluído nos cálculos globais de emissões e que as políticas de conservação deixem de focar apenas na vegetação aérea para considerar o imenso patrimônio invisível sob o solo.


Tags: AmazôniacerradoCrise climáticaEstoque de CarbonoSustentabilidade
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