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Teerã vincula liberação do Estreito de Hormuz ao cessar-fogo definitivo com EUA e Israel

João
29 de abril de 2026 às 08:23
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Teerã vincula liberação do Estreito de Hormuz ao cessar-fogo definitivo com EUA e Israel
Divulgação / Imagem Automática

Teerã afirma que retomada do tráfego marítimo depende do encerramento do conflito e de garantias de segurança; rota estratégica segue com fluxo reduzido após bloqueio naval e ataques recentes

 

O governo iraniano declarou que a passagem de embarcações comerciais pelo Estreito de Hormuz só será liberada após o término definitivo da guerra contra os Estados Unidos e Israel. A informação foi divulgada pela agência estatal Fars News Agency.

Segundo o vice-ministro da Defesa, Reza Talaei-Nik, a retomada do trânsito marítimo exigirá garantias de que a segurança nacional não será comprometida. “Permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã”, afirmou o ministro durante reunião da Organização para Cooperação de Xangai, realizada em Bishkek, no Quirguistão.

O Estreito de Hormuz é considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. Atualmente, o fluxo de embarcações permanece limitado devido às restrições impostas por Teerã e ao bloqueio naval norte-americano nos portos iranianos. Nas últimas semanas, a região registrou episódios de ataques e apreensões de navios.

Autoridades iranianas também indicaram que a travessia poderá ter custos adicionais. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento aprovou um plano para cobrar tarifas de embarcações que utilizarem a passagem.

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, reforçou que o país não considera o conflito encerrado. “Não consideramos que a guerra tenha acabado. Nossa situação atual ainda é considerada de guerra”, declarou. Ele acrescentou que, em caso de novos ataques, a resposta será “mais dura” do que nas ofensivas anteriores.

Akraminia destacou ainda que o Irã manteve a produção de drones durante o conflito e que parte dos equipamentos foi utilizada em combate. Segundo ele, as forças iranianas derrubaram mais de 170 drones e 16 aeronaves militares nos confrontos, atribuindo as interceptações às unidades de defesa do Exército e à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.

 

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