O volume de recursos esquecidos em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas e demais instituições financeiras alcançou o montante de R$ 5,65 bilhões ao final de julho. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (8), por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR).
Evolução dos saldos e impacto operacional
O saldo global registrado para resgate apresentou uma expansão de 10,3% na comparação com o mês de junho, ocasião em que o total contabilizado somava R$ 5,12 bilhões. A despeito do avanço mensal, a cifra permanece abaixo do patamar histórico superior a R$ 10 bilhões registrado em etapas anteriores do programa, em virtude do direcionamento legal de parcelas não reclamadas para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), destinado ao custeio de programas sociais de renegociação de dívidas.
Perfil dos credores e concentração dos recursos
Segundo o balanço oficial da autoridade monetária, do montante total de R$ 5,65 bilhões referente a julho, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. No segmento corporativo, 2,19 milhões de empresas detêm o direito de restituição de aproximadamente R$ 1,40 bilhão. A contagem de beneficiários reflete os registros individuais por tipo de instituição, podendo haver duplicidade no somatório caso um mesmo CPF ou CNPJ possua valores pendentes em mais de uma entidade.
Em termos de distribuição institucional, a maior fatia do capital esquecido encontra-se custodiada em bancos comerciais e múltiplos, que somam R$ 2,38 bilhões. As administradoras de consórcios figuram na sequência do levantamento, com R$ 1,96 bilhão pendente de resgate por consorciados.




