Falecimento de Alice Ribeiro ocorre um dia após o óbito do cinegrafista Rodrigo Lapa no mesmo acidente em Sabará
A Band Minas oficializou, na noite desta quinta-feira (16/04), o diagnóstico de morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos. A jornalista estava internada em estado gravíssimo no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após o veículo de reportagem em que trabalhava colidir frontalmente com um caminhão na BR-381, na altura de Sabará. O protocolo médico, que atesta a perda irreversível de todas as funções cerebrais, foi concluído após uma bateria de exames clínicos e de imagem.
Solidariedade e doação de órgãos
Diante da irreversibilidade do quadro, a família de Alice Ribeiro comunicou a decisão de realizar a doação de seus órgãos, um gesto de altruísmo em meio ao luto. A jornalista, que sofreu traumatismo craniano severo e múltiplas fraturas, estava em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a tarde de quarta-feira (15/04).
Alice possuía uma trajetória consolidada no jornalismo mineiro, com passagens por grandes veículos como TV Globo, Record e TV Alterosa. Ela deixa o marido e um filho de apenas nove meses. Em nota, a Band Minas expressou profundo pesar e reiterou que está oferecendo suporte integral aos familiares.
Despedida do cinegrafista Rodrigo Lapa
O acidente também vitimou fatalmente o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que faleceu no local da batida. Lapa, natural de Porto Alegre, era o condutor do automóvel no momento do impacto. O profissional foi sepultado na tarde desta quinta-feira, no Cemitério do Bonfim, sob forte comoção de colegas de profissão e amigos.
Além de sua atuação técnica nas lentes, Rodrigo era conhecido por seu trabalho voluntário como palhaço em hospitais infantis, levando humanização e arte a crianças internadas. Ele deixa esposa e uma filha de 6 anos.
Contexto da tragédia e investigações
Ironicamente, a equipe de reportagem retornava de uma pauta que discutia justamente a urgência na duplicação da BR-381, rodovia historicamente conhecida pelos altos índices de acidentalidade. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) já instaurou um inquérito para apurar as causas da colisão.
Peritos estiveram no trecho do acidente para coletar vestígios que ajudarão a determinar se houve falha mecânica, erro humano ou se as condições da via contribuíram para a tragédia. A conclusão do laudo pericial deve subsidiar as próximas etapas da investigação judicial.
Nota da Band Minas
“O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, confirmou, na noite desta quinta-feira (16), a morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais. O protocolo, aberto pela manhã, foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico.
Alice estava internada desde a tarde da última quarta-feira, depois de sofrer um grave acidente na BR-381, na Grande BH. O carro em que ela estava bateu de frente com um caminhão. O cinegrafista Rodrigo Lapa, que dirigia o veículo, morreu no local e foi enterrado nesta quinta-feira, na capital.
Alice tinha 35 anos e estava na TV Band Minas desde agosto de 2024. Antes, passou pela TV Band em Brasília e por uma afiliada da TV Globo em Feira de Santana, na Bahia. Profissional querida pela equipe, deixa os pais, o irmão, o marido e um filho de nove meses.
A Band Minas, em luto, lamenta a partida precoce de Alice, e afirma que está prestando toda a assistência à família da repórter.”



