Maio fecha com explosão de vendas impulsionada por incentivos e lançamentos
Em 3 de junho de 2026, o mercado automotivo brasileiro consolidou o melhor resultado do primeiro semestre com 274,3 mil unidades vendidas em maio, segundo balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O avanço de 21,6% em relação a maio de 2025 — quando foram comercializados 225,7 mil veículos — superou as expectativas do setor, que já projetava um crescimento sustentado por políticas governamentais e dinâmica comercial das montadoras.
Acumulado de 2026 registra alta de 16,4%, puxado por utilitários e veículos leves
Com o desempenho de maio, o total de veículos vendidos nos cinco primeiros meses de 2026 atingiu 1,15 milhão de unidades, volume 16,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025 (991,2 mil unidades). A categoria de utilitários leves, que inclui SUVs e picapes, manteve a liderança nas vendas, enquanto caminhões e ônibus também apresentaram crescimento expressivo, refletindo a recuperação de setores como transporte e logística.
Fenabrave credita crescimento a cortes de IPI e estratégias comerciais
Em declaração à imprensa, Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, atribuiu os resultados ao “Carro Sustentável”, programa que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos com tecnologias mais limpas, aliado ao lançamento de novos modelos e promoções agressivas das montadoras. “Apesar do cenário de juros elevados, a combinação de incentivos fiscais e inovação no portfólio das marcas conseguiu reverter a tendência de queda observada no início do ano”, afirmou Junior.
Próximos meses podem registrar novo avanço com incentivos a taxistas e motoristas de apps
A entidade projeta um aquecimento ainda maior nas vendas para os próximos meses, após o governo federal anunciar em 2 de junho de 2026 medidas específicas para renovação de frota de taxistas e motoristas de aplicativos. “Essa política de incentivo à troca de veículos usados por modelos novos deve trazer um volume adicional significativo de comercializações”, destacou Junior. A expectativa é de que o ritmo atual se mantenha até o fim do ano, com potencial para superar a marca de 2,5 milhões de unidades vendidas em 2026 — um crescimento de dois dígitos em relação a 2025.
Setor mantém otimismo, mas monitora riscos inflacionários e concorrência externa
Apesar dos números positivos, o setor segue atento a fatores que podem impactar a trajetória de crescimento. A pressão inflacionária sobre insumos e a concorrência de fabricantes chineses — que já representam 28% do mercado de veículos elétricos no país — são apontados como riscos potenciais. “A diversificação de portfólio e a busca por parcerias estratégicas são essenciais para manter a competitividade”, comentou executivo de uma grande montadora que preferiu não ser identificado.




