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Museu da Imagem e do Som do Rio retoma atividades após 20 anos: um marco na revitalização cultural carioca

Redação
9 de maio de 2026 às 08:33
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Museu da Imagem e do Som do Rio retoma atividades após 20 anos: um marco na revitalização cultural carioca

Foto: agenciabrasil.ebc.com.br

Um ícone cultural renasce no coração de Copacabana

O Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro, emblemático projeto cultural da orla de Copacabana, reabriu parcialmente suas portas ao público após quase vinte anos de obras e expectativas. A abertura parcial, marcada pela exposição *Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som*, apresenta ao público os bastidores da construção do novo complexo, que promete redefinir a experiência museológica carioca quando concluído, com previsão para o primeiro trimestre de 2025.

O prédio, concebido pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro – vencedores de um concurso internacional de arquitetura promovido pela Fundação Roberto Marinho em 2008 –, destaca-se pela integração com a paisagem local e pelo diálogo arquitetônico com o calçadão de Burle Marx. O projeto, que custou cerca de R$ 300 milhões, foi idealizado para transformar o famoso calçadão em um “boulevard vertical”, verticalizando a experiência urbana e oferecendo aos visitantes uma visão panorâmica da praia mais famosa do mundo.

A concepção de um projeto democrático e inovador

Segundo Larissa Graça, gerente de patrimônio e cultura da Fundação Roberto Marinho e curadora da mostra, o conceito do prédio surgiu da percepção de que a rua é um elemento central na cultura carioca: “O escritório vencedor percebeu a importância da rua para o carioca. Eles propõem a verticalização da calçada e ela vira essa escada que se transforma num grande mirante da praia”, afirmou. A exposição, que ocupa o térreo e o mezanino do museu, exibe maquetes, vídeos, croquis e protótipos que ilustram desde a concepção até os desafios técnicos da obra, incluindo a execução de um auditório subterrâneo de 280 lugares, instalado a 10 metros de profundidade, próximo ao mar.

Os bastidores de uma construção interrompida

As obras do novo MIS foram divididas em três etapas, cada uma marcada por desafios e interrupções. A primeira, iniciada em 2010, envolveu a demolição do antigo prédio da Boate Help. A segunda fase, concluída em 2014, contemplou as fundações e a estrutura de concreto. Já a terceira etapa, responsável pelas instalações e acabamentos, sofreu paralisações em 2016 devido a questões orçamentárias e judiciais, prolongando a conclusão do projeto por quase uma década. “A mostra também relembra os percalços enfrentados ao longo da execução”, destacou Larissa Graça.

Um museu que transcende o tradicional

Além de abrigar acervos de cinema, televisão, fotografia e música, o novo MIS foi projetado para ser um espaço de imersão cultural, com áreas interativas e um conceito arquitetônico que desafia os limites entre o público e o privado. O prédio, que já chama a atenção por sua estética contemporânea e por sua integração com o ambiente urbano, promete se tornar um novo ponto de referência para moradores e turistas na Avenida Atlântica.

O futuro do MIS: expectativas e desafios

Com a reabertura parcial, o MIS inicia uma nova fase, mas o desafio de concluir o complexo até o primeiro trimestre de 2025 ainda é grande. A Fundação Roberto Marinho e a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro trabalham para garantir que o museu esteja plenamente operacional no prazo estabelecido, oferecendo ao público uma experiência cultural inovadora e acessível. “É um projeto muito democrático”, afirmou Larissa, reforçando o compromisso com a inclusão e a diversidade.

Um legado para a cultura brasileira

O MIS do Rio de Janeiro não é apenas um museu: é um símbolo da resiliência cultural brasileira e da capacidade de reinventar espaços públicos. Após décadas de espera, o complexo promete se tornar um novo capítulo na história da cultura carioca, unindo patrimônio, inovação e acessibilidade. À medida que o museu se prepara para sua inauguração completa, a expectativa é que ele se consolide como um dos principais centros culturais do país, atraindo visitantes de todo o mundo.

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