Prefeito afirma que Goiânia recuperou equilíbrio fiscal e ampliou recursos para Saúde, Educação e infraestrutura
A Prefeitura de Goiânia apresentou, nesta segunda-feira (6), o balanço financeiro referente ao primeiro quadrimestre de 2026 durante prestação de contas realizada na Câmara Municipal. Na ocasião, o prefeito Sandro Mabel destacou que a administração alcançou o reequilíbrio das finanças públicas, registrando superávit de R$ 424 milhões e uma expressiva ampliação dos investimentos, que cresceram 719,39% em comparação com o mesmo período de 2025.
Os aportes destinados a investimentos passaram de R$ 35,7 milhões para R$ 292,9 milhões, com prioridade para áreas consideradas estratégicas, como Saúde e Educação.
Segundo o prefeito, os resultados são consequência da reorganização administrativa e da melhoria da capacidade financeira do município.
“Fizemos um trabalho que mostra resultados positivos para a cidade. Estamos conseguindo do governo federal R$ 500 milhões do Fundo Clima para investir em drenagem, canalização, para fazer um trabalho em áreas verdes, parques lineares. Apenas 50 cidades conseguiram isso. E Goiânia conseguiu porque temos projetos bons e conseguimos elevar o nosso Capag de C para A”, afirmou.
Saúde concentra parte dos investimentos da gestão
Durante a apresentação, Mabel ressaltou que uma das prioridades da administração tem sido fortalecer a estrutura da rede municipal de saúde, tanto por meio de investimentos preventivos quanto pela melhoria das unidades de atendimento.
“A maioria do dinheiro que se investe em saúde é para corrigir um problema, que é a doença da pessoa. Investimento bom é em vacina, quando se faz campanha para que a pessoa não fique doente. Estamos fazendo isso também. E com o Pafus, começamos a arrumar os postos de saúde. Os gestores, junto com o conselho de saúde da unidade, arrumam o que é necessário. Não quero mais porta quebrada, banheiro quebrado, a pessoa deixando de ser atendida por falta de condição do posto de saúde. Agora tem como resolver”.
Criado pela atual administração, o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus) descentralizou os recursos destinados às unidades municipais. A iniciativa contempla as 117 unidades de saúde da capital, que passaram a receber até R$ 200 mil anuais do Fundo Municipal de Saúde para custear despesas rotineiras, como manutenção predial, aquisição de materiais de escritório, serviços de limpeza e higiene.
Os números apresentados também indicam avanço na execução orçamentária da área. Os recursos empenhados e liquidados destinados à Saúde passaram de 29,91% para 40,82% na comparação entre os primeiros quadrimestres de 2025 e 2026.
A administração municipal também destacou ações voltadas à rede de urgência e emergência, incluindo a renovação do mobiliário das unidades, regularização do abastecimento de insumos e convocação de médicos para completar as escalas de atendimento.
Outro dado apresentado foi a quitação de mais de R$ 276 milhões em débitos herdados da gestão anterior, envolvendo fornecedores, prestadores de serviços e obrigações patronais.
Ao comentar os próximos investimentos na rede de atendimento, o prefeito anunciou novas unidades de saúde.
“Vamos construir oito UPAs. Já lançamos três e vamos lançar as outras nos próximos dois meses. Quero construir de 20 a 30 UBSs grandes,que possa suprir a distância que às vezes tem de uma UPA. Unidade de emergência, tem que ser de emergência. Cerca de 85% da triagem que se faz em uma unidade dessa, ou é ficha azul ou é ficha verde. É caso para a unidade de saúde, não é para a emergência”, disse o prefeito.
Educação registra aumento na aplicação de recursos
A Educação também foi apontada entre os setores que receberam reforço orçamentário. Conforme os dados apresentados, os recursos empenhados e liquidados passaram de 19,08% para 27,46% no primeiro quadrimestre deste ano, em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Ao abordar o tema, Sandro Mabel comemorou a universalização do atendimento escolar na capital. “Nenhum menino está fora da escola”, comemorou Mabel, lembrando que atualmente, o Conselho Tutelar de Goiânia faz a busca ativa de crianças em idade escolar e as encaminha para a escola.
Entre as ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação estão a instalação de 783 aparelhos de ar-condicionado nas unidades escolares, entrega de 1.440 lousas digitais destinadas às escolas que atendem do 3º ao 9º ano, aquisição de 433 itens de mobiliário escolar, distribuição de 15 mil tablets para estudantes, mais de 4,8 mil notebooks para professores e 800 computadores de mesa para as escolas.
A gestão também investiu em equipamentos destinados ao funcionamento das unidades, como freezers, mesas, cadeiras escolares, batedeiras planetárias, poltronas para amamentação, máquinas de lavar louça e balanças elétricas com capacidade para até 150 quilos.
Prefeitura amplia elaboração de projetos estruturantes
Durante a prestação de contas, o prefeito afirmou que a atual administração passou a investir na elaboração de projetos de infraestrutura para viabilizar futuras obras. “A Prefeitura de Goiânia não tinha projeto nem para uma casinha de sabiá, enquanto nós vamos fazer mais de 300 projetos. Já temos em desenvolvimento 192, como pontes ligando vários bairros. Temos um mapeamento de mais de 60 pequenas pontes que vão melhorar muito o tráfego em várias regiões da cidade”.
Entre os empreendimentos mencionados está a transformação da área do antigo Cine Canoeiro, no Setor Santa Genoveva, em um complexo esportivo. O espaço deverá contar com seis quadras poliesportivas cobertas em dimensões oficiais para modalidades como vôlei, basquete, handebol e patinação artística, além de duas quadras de areia destinadas ao beach tennis e ao futevôlei.
O projeto prevê ainda academia e salas multiuso voltadas para atividades como ginástica, pilates e treinamento funcional.
Mabel fala sobre recuperação da Comurg e futuro do Imas
Ao abordar a situação das empresas e órgãos municipais, Sandro Mabel afirmou que a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) passou por um processo de reorganização administrativa. “Hoje, a Comurg é uma empresa eficiente, que faz um bom trabalho de zeladoria e isso foi possível graças aos muitos ajustes que fizemos na logística, que é uma área que conheço”.
Em relação ao Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas), o prefeito explicou que a reestruturação exige medidas técnicas específicas para garantir a continuidade dos serviços.
Segundo ele, a administração aguarda manifestação do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) sobre a licitação destinada à contratação da empresa responsável pela gestão operacional do instituto. O contrato prevê serviços como cadastro de beneficiários, gerenciamento da rede credenciada, implantação de plataforma tecnológica integrada, utilização de inteligência de dados (Business Intelligence) para regulação e auditoria médica, além de apoio às análises financeiras e de custos assistenciais, ao custo de R$ 12 milhões.
Mabel afirmou que a reformulação é indispensável para assegurar a sustentabilidade financeira do instituto.
“Tem dependente que paga por mês R$ 1,20, R$ 3, R$ 8. “Isso não existe em plano de saúde. Nós não somos um plano de saúde. Somos uma assistência. Então, vamos botar uma gestão operacional para resolver os problemas lá, caso contrário, fechamos o Imas e damos ao servidor um valor mensal para contratar um plano de saúde”, disse.
Após a manifestação do Tribunal de Contas dos Municípios, o prefeito informou que encaminhará à Câmara Municipal o projeto de reformulação do Imas.

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