Mais de 635 mil imóveis foram inspecionados nos primeiros 100 dias de 2026
Ações ampliadas em toda a capital
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia realizou 635.699 inspeções em residências e estabelecimentos comerciais durante os primeiros cem dias de 2026. O trabalho resultou na identificação de 24.294 focos do mosquito Aedes aegypti em 15.034 imóveis.
“Os criadouros do mosquito da dengue estão em sua maioria em locais privados, que dependem do cuidado direto das pessoas e onde o poder público não atua de forma permanente. Por isso, a participação efetiva de cada cidadão é fundamental”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer.
3. Casos confirmados e medidas emergenciais
No mesmo período, foram registrados cerca de 10 mil casos da doença na capital. Para conter o avanço, agentes percorrem bairros em busca de água parada e potenciais criadouros, além de realizar abertura compulsória de imóveis abandonados, pulverização com bombas costais e nebulização em áreas abertas.
O técnico da gerência de controle de vetores, Wellington Tristão da Rocha, explica que a estratégia é definida conforme o aumento das notificações. “Por exemplo, nós identificamos que o Parque Amazônia apresentava números importantes de dengue e, a partir disso, organizamos um plano com várias frentes. A principal delas é a visita domiciliar, que permite identificar e eliminar focos diretamente nos imóveis”, destacou. Somente no setor foram confirmados 132 casos em 2026.
3. Participação da comunidade é decisiva
Além da aplicação de fumacê e da abertura de imóveis abandonados, o contato direto com moradores é considerado essencial. “A visita domiciliar é o momento mais importante do nosso trabalho. É ali que conseguimos agir de forma efetiva, no momento em que a gente consegue interromper o ciclo do mosquito. E a população tem participado, permitindo a entrada das equipes”, reforçou Wellington.
3. Responsabilidade compartilhada
A SMS recomenda medidas simples, como recolher e descartar corretamente resíduos, para evitar criadouros. “O combate à dengue exige compromisso e responsabilidade de toda a sociedade. Nós estamos no período de sazonalidade da doença, quando historicamente o número de casos aumenta. É dever de todos manter os ambientes privados livres de criadouros do mosquito”, concluiu Pellizzer.




