Parlamentar cobra respeito à legislação e critica reprovação de candidato com deficiência em teste físico da Polícia Civil de Minas Gerais
Durante sessão realizada nesta terça-feira (10), na Câmara Municipal de Goiânia, o vereador Willian Veloso (PL) utilizou a tribuna para defender o direito de pessoas com nanismo e outras deficiências ocuparem cargos públicos, destacando a necessidade de respeito às regras de inclusão previstas na legislação brasileira.
O posicionamento do parlamentar foi motivado pelo caso do advogado goiano Matheus Menezes, que participou do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. Apesar de ter sido aprovado nas etapas objetiva, discursiva e oral, o candidato acabou eliminado após ser considerado inapto no Teste de Aptidão Física (TAF).
Candidato afirma que solicitou adaptação no teste
Segundo relato do próprio advogado, ele se inscreveu para disputar uma vaga destinada a Pessoa com Deficiência (PCD) e chegou a solicitar adaptações nas provas físicas para que fossem compatíveis com sua condição de nanismo. O pedido, porém, não teria sido atendido pela organização do certame.
Para o vereador Willian Veloso, a condução da etapa física do concurso desconsiderou os direitos garantidos a candidatos com deficiência. O parlamentar afirmou que exigir a mesma performance de candidatos sem limitações físicas compromete o princípio da equidade.
“Os diferentes devem ser tratados de forma diferente, mediante suas diferentes condições, para que se tenha equidade”, ressaltou.
Expectativa de correção judicial
Durante o discurso, Veloso afirmou esperar que a situação seja revista na Justiça. Segundo ele, a disputa judicial pode reparar o que classificou como “discriminação” e “injustiça” no processo seletivo.
O vereador também destacou que a mobilização em torno do caso pode estimular outras pessoas com deficiência a buscarem oportunidades no serviço público sem receio de preconceito.
Na avaliação do parlamentar, a postura de Matheus Menezes ao contestar o resultado pode servir de exemplo para quem enfrenta barreiras semelhantes.
Apoio de outros vereadores
O posicionamento em defesa do advogado também recebeu manifestações de apoio de outros parlamentares da Casa. Os vereadores Lucas Kitão (União Brasil), Markim Goyá (PRD) e Coronel Urzêda (PL) se solidarizaram com o candidato e reforçaram a importância de garantir acessibilidade e igualdade de condições em concursos públicos.
O caso reacende o debate sobre a adequação de testes físicos em concursos destinados a candidatos com deficiência, tema que tem sido alvo frequente de discussões judiciais e administrativas em diferentes estados do país.

