“Em 2026, vamos ganhar as eleições no país e vamos subir a rampa do Palácio do Planalto”, declarou Caiado.
A Aliança – que terá maior bancada da Câmara e quase 1,4 mil prefeitos, garantirá maior acesso a recursos públicos para campanhas e unificará a atuação dos partidos no Congresso e nas eleições a partir de 2026.
União Brasil e Progressistas (PP) oficializaram nesta terça-feira (29) a criação de uma federação partidária batizada de União Progressista. A nova aliança, que deverá ser registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos próximos meses, estará em vigor já para as eleições de 2026.
Com a união, os dois partidos formarão a maior bancada da Câmara dos Deputados, contarão com o maior número de prefeitos em todo o país e terão direito às maiores parcelas dos fundos público-eleitorais e partidários para financiamento de campanhas e manutenção de atividades.
Como funcionam as federações
As federações partidárias obrigam as siglas a atuarem de forma conjunta por, no mínimo, quatro anos, tanto no Congresso Nacional quanto nas disputas eleitorais. Cada partido, no entanto, mantém sua estrutura organizacional interna. Caso a federação seja desfeita antes do prazo, as legendas envolvidas podem sofrer punições, como perda dos fundos eleitoral e partidário e proibição de novas alianças formais.
Atualmente, o TSE já reconhece três federações, todas firmadas em 2022: PT/PCdoB/PV, PSOL/Rede e PSDB/Cidadania (esta última já anunciou sua dissolução, a ser formalizada apenas em 2026).
Lançamento e primeiros passos
O anúncio da União Progressista ocorreu em evento realizado no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, com a presença de parlamentares, prefeitos e lideranças políticas. Entre os presentes estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e dirigentes de outros partidos, como o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Durante o evento, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), afirmou que a nova federação terá papel protagonista nas próximas eleições. “Em 2026, vamos ganhar as eleições no país e vamos subir a rampa do Palácio do Planalto”, declarou, sendo muito aplaudido.
Em manifesto conjunto, os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio de Rueda, afirmaram que a União Progressista será pautada pela “responsabilidade fiscal e responsabilidade social”, defendendo “um choque de prosperidade” que coloque o Brasil em “linha de competitividade com as nações mais eficientes do mundo”.
Comando compartilhado
Inicialmente, a liderança da União Progressista será compartilhada entre Antonio de Rueda e Ciro Nogueira, sem hierarquia formal. A definição de um presidente único deve ocorrer em dezembro de 2025, conforme os estatutos internos da federação, que ainda serão elaborados e aprovados em convenções partidárias.
Com a formalização dos documentos, o pedido de registro da federação poderá ser apresentado ao TSE. Ainda não há data estipulada para o processo.
Impacto e números da União Progressista
Com a formação da superfederação, União Brasil e PP consolidam uma estrutura que garantirá o maior acesso a recursos públicos entre os 29 partidos registrados no TSE. Se considerados os valores distribuídos em 2024, a nova federação teria direito a aproximadamente R$ 1 bilhão em financiamento.
Os números da União Progressista:
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109 deputados federais — maior bancada da Câmara dos Deputados
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14 senadores — empatando com as maiores bancadas do Senado (PL e PSD)
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Quase 1,4 mil prefeitos — número superior ao do PSD, que possui 889
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Seis governadores — mais do que qualquer outro partido atualmente
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R$ 953,8 milhões de fundo eleitoral (base 2024) — maior montante entre os partidos
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R$ 197,6 milhões de fundo partidário (base 2024) — superando o PL em volume de recursos
Com essa configuração, a União Progressista desponta como uma força política de grande peso para as eleições de 2026, elevando a expectativa em torno de seu posicionamento em relação ao governo federal e às candidaturas presidenciais.


(Com G1)