Casa Branca exige renúncia total ao programa nuclear e convoca coalizão global para desbloquear o Estreito de Ormuz
No 15º dia de hostilidades abertas, a diplomacia entre Washington e Teerã permanece em ponto morto. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (14) que, embora o governo iraniano tenha sinalizado o desejo de interromper o conflito, as condições apresentadas até o momento não atendem às exigências da Casa Branca. Em um tom de intransigência estratégica, Trump indicou que o preço para o fim das operações militares é o desmonte definitivo das ambições nucleares da República Islâmica.
“Irã quer negociar, mas eu não quero porque os termos não são bons o suficiente”, afirmou o mandatário em entrevista à emissora NBC News. Sem detalhar as cláusulas propostas pelo adversário, Trump deixou claro que a capitulação iraniana no setor atômico é a premissa inegociável para qualquer diálogo.
Hegemonia Militar e o Bloqueio de Ormuz
O conflito, que já produz efeitos severos na economia global, tem no Estreito de Ormuz o seu ponto de maior tensão. Após as forças militares iranianas interromperem o fluxo na principal artéria de escoamento de petróleo do mundo, Trump elevou o tom da retórica, sugerindo que as capacidades defensivas de Teerã foram severamente degradadas pela ofensiva norte-americana.
Ao comentar a situação da passagem marítima, o presidente afirmou que os Estados Unidos dizimaram o Irã completamente e lançou um desafio à comunidade internacional: “os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos.” A fala sinaliza uma tentativa de Washington de compartilhar os custos — políticos e militares — da manutenção da liberdade de navegação na região.
Varredura no Estreito e Coalizão Internacional
A suspeita de que o Irã tenha utilizado minas subaquáticas para fortificar o bloqueio no estreito é um dos maiores obstáculos para a retomada do comércio marítimo. Questionado sobre a presença desses artefatos, Trump adotou uma postura cautelosa, mas assertiva quanto às próximas ações navais dos EUA.
“Nós vamos fazer uma forte varredura no estreito e acreditamos que vamos ter ajuda de outros países que, de alguma forma, foram impedidos [de navegar pela passagem]”, pontuou o presidente à NBC. A estratégia desenhada pelo Pentágono envolve uma operação de limpeza de larga escala, contando com o apoio de nações aliadas cujas economias estão sendo asfixiadas pela alta dos preços da energia provocada pelo cerco iraniano.



