Republicano sugere “limpeza” na região e levanta controvérsias internacionais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou polêmica ao sugerir que a população da Faixa de Gaza seja transferida para outros países, como Egito e Jordânia, a fim de realizar uma “limpeza” no território. A declaração foi feita em meio às hostilidades entre Israel e Hamas, que devastaram a região desde o início do conflito em outubro de 2023.
“Estamos lidando com cerca de um milhão e meio de pessoas. Vamos limpar tudo. A área está completamente destruída, e as pessoas estão morrendo. Minha preferência seria envolver países árabes para construir casas em outros lugares, permitindo que elas vivam em paz, ao menos temporariamente”, declarou Trump.
Reações à proposta
A sugestão recebeu apoio de alguns setores em Israel. Bezalel Smotrich, ministro das Finanças do país, classificou a ideia como “excelente”. Por outro lado, grupos palestinos e organizações internacionais criticaram duramente a proposta.
A Jihad Islâmica Palestina alertou que o plano poderia incentivar “crimes de guerra”. Bassem Naim, representante do Hamas, afirmou que os palestinos resistirão a qualquer tentativa de deslocamento forçado. “Assim como frustramos todas as tentativas de realocação ao longo das décadas, nosso povo fará o mesmo novamente”, disse Naim em entrevista à AFP.
Contexto do conflito
O conflito entre Israel e Hamas transformou a Faixa de Gaza em um cenário de destruição. Mais de 40 mil pessoas perderam a vida, e a crise humanitária no território alcançou proporções alarmantes, segundo dados de organizações humanitárias.
A proposta de Trump, enquanto reacendeu discussões sobre soluções para o conflito, também gerou questionamentos sobre a viabilidade e as implicações legais de uma medida que envolveria o deslocamento em massa de civis.