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Casa Mundo

Trump diz ao The New York Times que projeta controle prolongado dos EUA sobre a Venezuela e aposta na exploração do petróleo

Jeverson by Jeverson
8 de janeiro de 2026
in Mundo
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Trump diz ao The New York Times que projeta controle prolongado dos EUA sobre a Venezuela e aposta na exploração do petróleo

O Presidente norte americano Donald Trump - © - Daniel Torok /Divulgação Casa Branca

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Presidente afirma que Washington administrará o país por tempo indefinido, planeja extrair petróleo e evita compromissos sobre eleições e retirada de tropas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de quarta-feira que espera que o país exerça controle direto sobre a Venezuela por um período prolongado, com foco na exploração das vastas reservas de petróleo. Segundo ele, a atual administração interina venezuelana, formada por ex-aliados de Nicolás Maduro — preso após uma operação militar liderada por Washington — estaria colaborando plenamente com os interesses americanos.

“Só o tempo dirá”, disse Trump ao ser questionado sobre a duração da supervisão dos EUA sobre o país sul-americano, enquanto uma frota militar permanece posicionada ao largo da costa venezuelana.

Petróleo como eixo da estratégia

Durante uma entrevista de quase duas horas, o presidente afirmou que a reconstrução da Venezuela será conduzida com viés econômico. “Vamos reconstruí-la de forma muito lucrativa. Vamos usar petróleo, e vamos pegar petróleo”, declarou. Segundo Trump, a política também teria impacto na redução dos preços globais do combustível e permitiria repasses financeiros ao governo venezuelano.

As declarações ocorreram poucas horas depois de integrantes da administração confirmarem ao Congresso que os Estados Unidos pretendem assumir, por prazo indefinido, o controle da comercialização do petróleo venezuelano. O plano faz parte de uma estratégia em três fases apresentada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a parlamentares.

Enquanto republicanos, em sua maioria, apoiaram a iniciativa, democratas alertaram para o risco de uma intervenção internacional prolongada sem respaldo jurídico claro.

Prazo indefinido e críticas da oposição

Questionado sobre quanto tempo os EUA permaneceriam como autoridade política de fato na Venezuela, Trump evitou números. “Eu diria por muito mais tempo”, respondeu.

Ao longo da entrevista, o presidente comentou temas variados, como imigração, o conflito entre Rússia e Ucrânia, OTAN, Groenlândia, além de assuntos internos. Sobre a Venezuela, porém, evitou explicar por que reconheceu Delcy Rodríguez, vice de Maduro, como nova líder do país, em vez de apoiar María Corina Machado, principal nome da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

Trump também se recusou a dizer se mantém contato direto com Rodríguez, limitando-se a afirmar que Rubio conversa frequentemente com ela e que há comunicação constante entre as partes.

Eleições e tradição democrática

O presidente não assumiu compromisso com a realização de eleições na Venezuela, país que manteve uma tradição democrática contínua desde o fim dos anos 1950 até a chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999.

Durante a entrevista, Trump interrompeu a conversa para atender uma ligação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro. A chamada, mantida fora dos registros, durou cerca de uma hora e foi acompanhada pelo vice-presidente JD Vance e por Marco Rubio. Após o telefonema, Trump publicou em suas redes sociais que Petro havia ligado para “explicar a situação das drogas” e foi convidado a visitar Washington.

Operação contra Maduro

Trump demonstrou satisfação com a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo ele, acompanhou pessoalmente o treinamento das forças envolvidas, inclusive com a construção de uma réplica em tamanho real do complexo presidencial em uma base militar no Kentucky.

O presidente admitiu que temia um fracasso semelhante ao da tentativa de resgate de reféns no Irã, em 1980, durante o governo Jimmy Carter. “Aquilo destruiu toda a administração dele”, afirmou, ao comparar o episódio com o sucesso da operação em Caracas, que teria deixado cerca de 70 mortos, entre venezuelanos e cubanos.

Trump também criticou operações de governos anteriores, citando a retirada do Afeganistão sob Joe Biden como exemplo de má execução.

Petróleo sob sanções e investimentos incertos

O presidente confirmou que os EUA já começaram a obter petróleo venezuelano que estava sob sanções, citando um acordo para a aquisição de 30 a 50 milhões de barris de petróleo pesado. Ainda assim, reconheceu que a recuperação do setor energético venezuelano levará anos.

“O petróleo vai demorar um pouco”, admitiu.

Trump disse ter iniciado conversas com executivos do setor para incentivar investimentos, mas reconheceu a resistência de empresas, que temem instabilidade política futura e a exclusão das forças armadas e de inteligência venezuelanas da divisão de lucros.

Tropas, Rússia e China

O presidente evitou detalhar em quais circunstâncias autorizaria o envio de tropas americanas à Venezuela. Também não esclareceu se reagiria militarmente caso o governo local dificultasse o acesso ao petróleo ou se recusasse a expulsar pessoal russo e chinês.

“Eles estão nos tratando com muito respeito”, afirmou, ao reiterar que os atuais dirigentes venezuelanos estariam cooperando plenamente com Washington.

Futuro incerto

Trump também não explicou por que descartou a posse de Edmundo González, reconhecido pelos EUA como vencedor da eleição presidencial de 2024. Para ele, a cooperação dos ex-aliados de Maduro seria suficiente para garantir os objetivos americanos.

Ao final da entrevista, o presidente disse que pretende visitar a Venezuela no futuro. “Acho que, em algum momento, vai ser seguro”, declarou.

A ausência de um cronograma para eleições, a indefinição sobre a retirada das forças americanas e a centralidade do petróleo na estratégia indicam que a relação entre Estados Unidos e Venezuela deve permanecer sob forte tutela de Washington por um período ainda imprevisível.

(Com David E. Sanger – Tyler Pager – Katie Rogers e Zolan Kanno-Youngs/The New York Times)

Tags: Delci RodríguezDonald TrumpEUA x VenezuelamundoNicolas Maduro
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