Presidente norte-americano anunciou que a medida pode entrar em vigor a partir desta quarta-feira (9); tarifas chinesas respondem ao “tarifaço” imposto pelos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a intensificar a disputa comercial com a China ao anunciar, nesta segunda-feira (7), que poderá impor uma tarifa de 50% sobre produtos chineses, caso o país asiático não suspenda a retaliação de 34% imposta ao comércio norte-americano. A nova taxa, segundo o republicano, pode entrar em vigor na quarta-feira (9).
“Se a China não retirar seu aumento de 34% acima de seus abusos comerciais de longo prazo até amanhã, 8 de abril de 2025, os Estados Unidos vão impor tarifas adicionais à China de 50%, com efeito em 9 de abril. Além disso, todas as negociações com a China sobre suas reuniões solicitadas conosco serão encerradas”, publicou Trump em sua rede social.
A declaração ocorre dias após o ex-presidente apresentar, na última quarta-feira (2), um plano que prevê uma tarifa geral de 10% sobre todas as importações dos Estados Unidos. O pacote inclui taxas “recíprocas” mais elevadas para países com os quais Washington mantém um forte desequilíbrio comercial. Entre os principais parceiros globais, a China aparece como o mais afetado, com tarifa de 34%.
O conjunto de medidas, que ficou conhecido como “tarifaço”, alcança mais de 180 países e blocos econômicos. A União Europeia enfrentará uma tarifa de 20%, enquanto Japão e Coreia do Sul terão encargos de 24% e 25%, respectivamente. Já o Brasil foi enquadrado na alíquota mínima, de 10%, mesma taxa que será aplicada a países como Reino Unido, Singapura, Chile, Austrália, Turquia e Colômbia.
Apesar da ameaça à China, Trump indicou que os países que solicitaram diálogo para tratar das tarifas terão suas negociações iniciadas imediatamente. A exceção, segundo ele, será o governo chinês, condicionado à suspensão da retaliação.
As ameaças de Trump reacendem os temores de uma nova escalada nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo, um tema recorrente durante sua primeira passagem pela Casa Branca. Especialistas avaliam que medidas desse tipo podem gerar impactos significativos no comércio global e pressionar cadeias produtivas internacionais.