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Casa Mundo

Trump afirma que EUA vão governar a Venezuela após captura de Maduro e celebra ofensiva militar

Jeverson by Jeverson
3 de janeiro de 2026
in Mundo
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Trump afirma que EUA vão governar a Venezuela após captura de Maduro e celebra ofensiva militar

Trump afirma que a Venezuela será administrada por um grupo ligado ao governo americano durante o período de transição pós-Maduro. © Jonathan Ernst/Reuters

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Presidente americano diz que transição será conduzida por Washington, anuncia exploração do petróleo por empresas dos EUA e não descarta envio de tropas ao país sul-americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o governo americano assumirá o comando da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, em decorrência da ofensiva militar batizada de “Operação Determinação Absoluta”. Em pronunciamento à nação, o republicano celebrou a ação, declarou o fim do regime chavista e disse que o país será administrado por Washington até a implementação de uma “transição adequada e justa”.

Trump afirmou que novas ofensivas chegaram a ser planejadas, mas avaliou que não serão necessárias diante do impacto da operação. Segundo ele, empresas americanas passarão a liderar a exploração do petróleo venezuelano e a reconstrução da infraestrutura energética, garantindo que a produção volte a crescer sob comando dos Estados Unidos.

Controle político e exploração de petróleo

A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, fator citado por Trump como central para a nova estratégia americana na região. O presidente disse que não permitirá que aliados de Maduro permaneçam no poder e que a administração provisória contará com integrantes de seu próprio governo.

“O país será governado por pessoas responsáveis até que a transição seja concluída”, afirmou, acrescentando que investimentos bilionários serão feitos por empresas americanas para recuperar setores considerados críticos, como energia, transporte e serviços básicos.

Dúvidas sobre a oposição venezuelana

Durante o pronunciamento, Trump demonstrou ceticismo quanto à possibilidade de a líder opositora María Corina Machado assumir o comando do país. Segundo ele, a dirigente não teria apoio político suficiente para liderar o processo de reconstrução institucional.

Poucas horas após os ataques, María Corina divulgou uma nota celebrando a prisão de Maduro e classificando o momento como decisivo para a libertação do país. A líder afirmou que o ex-presidente enfrentará a Justiça internacional por crimes cometidos contra a população venezuelana.

Possibilidade de tropas em solo venezuelano

Trump não descartou o envio de militares americanos à Venezuela para assegurar o controle do território durante o período de transição. Ao mesmo tempo, afirmou manter contatos com Delcy Rodríguez, vice-presidente do governo deposto, para discutir os próximos passos.

Questionado sobre como a ocupação de um país sul-americano se encaixa no lema “América em primeiro lugar”, o presidente respondeu que os Estados Unidos precisam garantir segurança regional e acesso a recursos estratégicos, especialmente energéticos.

Doutrina Monroe e recado a adversários

Ao comentar a operação, Trump citou a Doutrina Monroe, reafirmando a posição histórica dos EUA como potência hegemônica no continente. Disse que a ação envia um recado claro a outros governos considerados hostis por Washington.

“O que aconteceu com Maduro pode acontecer com outros líderes que não tratem seu povo com justiça”, declarou. Para o presidente, a ofensiva fortalece a segurança americana e inaugura uma nova fase de estabilidade no hemisfério.

Impacto militar da operação

Trump classificou a ofensiva como uma das mais contundentes da história recente, afirmando que todas as capacidades militares da Venezuela foram neutralizadas. Segundo ele, as forças americanas interromperam o fornecimento de energia em Caracas e nenhuma baixa foi registrada entre soldados dos EUA.

O chefe do Estado-Maior americano, general Dan Caine, informou que a operação envolveu cerca de 150 aeronaves militares e foi conduzida de forma “precisa e discreta”. Já o secretário da Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a ação marca o retorno do protagonismo militar dos Estados Unidos no cenário global.

Repercussão interna e regional

O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que Maduro teve oportunidades para evitar a ação militar, mas optou pelo confronto. Após as declarações oficiais, Trump voltou a falar com jornalistas e atacou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que condenou a ofensiva, fazendo acusações relacionadas ao narcotráfico.

Em meio ao pronunciamento sobre política externa, Trump também mencionou a segurança em Washington, elogiando a atuação das Forças Armadas e da Guarda Nacional. Ele afirmou que a capital americana teria registrado queda drástica nos índices de criminalidade, embora especialistas contestem esses dados.

Custódia de Maduro e reação venezuelana

Segundo Trump, Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, estão sob custódia em um navio militar americano no Caribe e serão levados a Nova York para responder a acusações como narcoterrorismo e tráfico de drogas.

Do lado venezuelano, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, divulgou um vídeo afirmando que o país resistirá à presença de forças estrangeiras. Delcy Rodríguez reiterou que manterá planos de defesa do regime deposto. Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma invasão terrestre por tropas americanas.

Tags: América do SulDonald TrumpEUAGeopolíticaInvasão americana na VenezuelamundoVenezuela
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