Mais de 3 mil pessoas estão fora de casa após enxurradas e deslizamentos atingirem municípios da região; autoridades reforçam alertas para novos temporais
O balanço da tragédia climática que castiga a Zona da Mata mineira atingiu números dramáticos nesta quarta-feira (25/02). O governo do estado confirmou que ao menos 30 pessoas perderam a vida em decorrência das inundações e deslizamentos de terra. Além das vítimas fatais, o rastro de destruição deixou um contingente superior a 3.000 desabrigados, que agora dependem exclusivamente de ajuda humanitária em centros de acolhimento improvisados.
As chuvas, que atingiram níveis históricos em curto intervalo, transformaram ruas em rios torrenciais e encostas em armadilhas de lama, isolando distritos inteiros e destruindo infraestruturas essenciais.
Cidades em colapso e logística de resgate
Os municípios mais atingidos operam sob decreto de calamidade. A saturação do solo é o principal desafio para a Defesa Civil, que mantém o alerta máximo para novos desabamentos, mesmo em áreas que anteriormente eram consideradas seguras.
A situação nas áreas críticas:
- Juiz de Fora e Ubá: Concentram o maior número de ocorrências, com bairros soterrados e interrupção total no fornecimento de energia e água.
- Isolamento Geográfico: Pontes destruídas impedem a chegada de ambulâncias e mantimentos a comunidades rurais.
- Acolhimento de Urgência: Mais de 3.000 pessoas estão alojadas em escolas, ginásios e igrejas, enfrentando a perda total de seus bens móveis e imóveis.
A luta contra o tempo e a lama
Equipes do Corpo de Bombeiros, auxiliadas por voluntários e pelo Exército, trabalham em turnos ininterruptos. A prioridade é a busca por sobreviventes em áreas de difícil acesso, onde a tecnologia de drones tem sido crucial para mapear os danos estruturais.
“Estamos diante de um cenário de guerra. Nossa prioridade absoluta é salvar vidas e garantir o suporte básico para as mais de 3.000 pessoas que hoje não têm para onde voltar. A força da natureza foi desproporcional a qualquer infraestrutura de drenagem”, declarou o comando da força-tarefa em balanço atualizado.
Riscos secundários e alerta sanitário
Com o recuo das águas em alguns pontos, surge uma nova preocupação para as autoridades de saúde: a proliferação de doenças infectocontagiosas, como a leptospirose. Além disso, o solo encharcado mantém o “risco de liquefação”, o que significa que novos deslizamentos podem ocorrer mesmo após a interrupção da chuva.
Recomendações urgentes à população:
- Evacuação Imediata: Não permaneça em imóveis com rachaduras ou em áreas de encosta.
- Consumo de Água: Utilizar apenas água potável ou fervida para evitar surtos de doenças.
- Apoio Psicológico: Redes de voluntários estão sendo montadas para atender o trauma coletivo das comunidades devastadas.



