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Casa Economia

Tarifas, inflação e bolha da IA colocam crescimento global sob ameaça

Jeverson by Jeverson
29 de dezembro de 2025
in Economia
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Tarifas, inflação e bolha da IA colocam crescimento global sob ameaça

Economia mundial resiste aos choques de 2025, mas mantém fragilidades estruturais, diz OCDE — Foto: Rupert Oberhäuser/picture alliance

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OCDE projeta desaceleração do crescimento mundial, enquanto tensões comerciais lideradas pelos EUA, fragilidades da China e temores sobre uma bolha da inteligência artificial ampliam as incertezas

A economia global encerra 2025 marcada por um ambiente de crescimento moderado, porém desigual, fortes tensões comerciais e preocupações crescentes com inflação elevada e endividamento público. A avaliação de analistas e organismos internacionais é que boa parte desses desafios seguirá no radar ao longo de 2026.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o crescimento mundial deve desacelerar de 3,2% em 2025 para 2,9% em 2026. Embora a entidade reconheça sinais de resiliência, avalia que o cenário permanece frágil diante dos choques geopolíticos e comerciais em curso.

Tarifas dos EUA elevam incerteza global

O principal fator de instabilidade em 2025 veio dos Estados Unidos. Em abril, o governo do presidente Donald Trump instituiu um amplo novo regime tarifário com o objetivo de reconfigurar o comércio internacional e reduzir os déficits externos do país. A decisão provocou turbulência nos mercados, aumentou a insegurança entre empresas e forçou ajustes nas cadeias globais de suprimentos.

Apesar de acordos firmados posteriormente com diversos parceiros comerciais, a tarifa média aplicada pelos EUA saltou de 2,5%, no retorno de Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, para 17,9%, o nível mais alto desde 1934, de acordo com cálculos do Laboratório de Orçamento da Universidade de Yale.

Disputa comercial entre EUA e China segue no centro do tabuleiro

As tensões tarifárias devem continuar em 2026. A expectativa gira em torno de uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a legalidade das tarifas impostas por Trump sem aval do Congresso, sob o argumento de emergência nacional. Mesmo que as medidas sejam derrubadas, analistas avaliam que a Casa Branca pode recorrer a outros instrumentos legais para manter parte das taxações.

O atrito entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo, também permanece como um dos principais vetores de risco. A trégua de 12 meses acertada em outubro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping reduziu momentaneamente a pressão, mas é vista como instável.

“O acordo é mais parecido com um cessar-fogo do que com uma paz duradoura”, avalia Rajiv Biswas, diretor executivo da Asia Pacific Economics. Segundo ele, a rivalidade geoestratégica segue alimentando disputas em áreas-chave como inteligência artificial, computação quântica, robótica e tecnologia de defesa, com tendência de maior uso de tarifas e sanções em 2026.

China cresce, mas mantém desequilíbrios estruturais

Mesmo sob pressão externa, a economia chinesa deve mostrar resiliência no próximo ano, com crescimento estimado em torno de 5%, em linha com as metas oficiais. No entanto, problemas estruturais persistem.

Entre eles estão o envelhecimento da população, a queda da produtividade do capital e o excesso de capacidade industrial em setores como aço, construção naval e produtos químicos. Para Neil Shearing, economista-chefe da Capital Economics, o modelo chinês continua priorizando a oferta, o que mantém o consumo interno fraco.

Autoridades em Pequim prometeram estimular a demanda doméstica e estabilizar o mercado imobiliário, mas especialistas avaliam que o desequilíbrio seguirá como marca da economia chinesa em 2026. Segundo Alicia Garcia-Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico do Natixis, os efeitos das tarifas americanas devem atingir de forma mais intensa os países asiáticos, em um contexto de fragmentação do comércio global.

Inflação elevada desafia bancos centrais

A inflação continua acima do desejado em diversas economias, incluindo Estados Unidos e zona do euro, em parte como reflexo das tarifas comerciais. Novas barreiras ou choques logísticos podem pressionar ainda mais os preços, colocando os bancos centrais diante de um dilema: elevar juros para conter a inflação ou mantê-los baixos para sustentar o crescimento.

O aperto monetário, porém, aumenta o risco para países altamente endividados. Na zona do euro, economias como a França enfrentam dificuldades para controlar déficits e dívidas, o que mantém investidores em alerta.

“As tensões fiscais vistas em 2025 continuarão assombrando os mercados em 2026”, escreveu Shearing, ao destacar que várias grandes economias avançadas seguem em trajetória fiscal considerada insustentável.

Alemanha tenta reagir, mas cresce pouco

A Alemanha, maior economia da União Europeia, deve receber algum impulso em 2026 com o aumento dos gastos públicos em defesa e infraestrutura. Ainda assim, o pessimismo empresarial persiste. O instituto Ifo revisou sua projeção de crescimento para 0,8%, abaixo da estimativa anterior de 1,3%. O governo alemão, por sua vez, mantém previsão mais otimista, de expansão de 1,3%.

O risco de uma bolha da inteligência artificial

Outro ponto de atenção é o avanço acelerado da inteligência artificial. Gigantes de tecnologia dos EUA anunciaram investimentos de centenas de bilhões de dólares em centros de dados e infraestrutura, o que deve sustentar o crescimento americano mais do que em outras regiões.

O problema é o preço disso. Investidores demonstram crescente preocupação com as avaliações elevadas das empresas de tecnologia, diante da incerteza sobre a rentabilidade desses investimentos no longo prazo. O temor de uma bolha não é descartado.

Para Garcia-Herrero, a revolução da IA é estrutural e deve continuar em 2026. Mas ela alerta: se o ciclo de investimentos esfriar de forma abrupta, o impacto sobre a economia e as famílias dos EUA pode ser severo, com risco de recessão e efeitos negativos sobre o crescimento global.

Tags: ChinaComércio InternacionalEconomiaEUAIncertezasinteligência artificialOrganização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
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