Denúncia anônima levanta questionamentos sobre possível favorecimento em vaga de administrador; presidente Romário Policarpo cobra apuração rigorosa da banca organizadora
A Câmara Municipal de Goiânia acionou o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e a banca responsável por concurso público após o surgimento de uma denúncia anônima que aponta supostas irregularidades no processo seletivo para formação de cadastro de reserva no cargo de administrador.
O caso ganhou repercussão interna e levou o presidente da Casa, vereador Romário Policarpo, a determinar providências imediatas. Segundo nota oficial divulgada pelo Legislativo, “O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Romário Policarpo, determinou o envio da denúncia anônima ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e acionou o Instituto Verbena-UFG, banca realizadora do certame, a tomar todas as providências necessárias à apuração das informações apresentadas na denúncia”.
A iniciativa foi formalizada na segunda-feira (30/3), quando a banca organizadora foi notificada. Já na quarta-feira (1º/4), a denúncia foi oficialmente encaminhada à Promotoria de Justiça, que poderá conduzir investigação sobre o caso.
Comunicação ao MP ressalta dever institucional
No documento enviado ao Ministério Público, a Câmara destaca a responsabilidade de garantir transparência e lisura nos processos públicos. “A Presidência e a Comissão Permanente de Concurso Público e Estágio Probatório do Poder Legislativo entendem ser dever institucional cientificar esta Promotoria, encaminhando os elementos disponíveis para que sejam adotadas as providências que Vossa Excelência entender cabíveis”, informa o texto.
A manifestação reforça o caráter preventivo da medida e sinaliza preocupação com o interesse público e a credibilidade do certame.
Banca é cobrada sobre possível vínculo irregular
Paralelamente à comunicação ao MP-GO, o Legislativo municipal também solicitou esclarecimentos ao Instituto Verbena, vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG). O pedido busca apurar a eventual existência de ligação entre um candidato e a instituição responsável pela aplicação das provas.
No ofício, a Câmara levanta a hipótese de favorecimento e solicita a verificação de possível acesso privilegiado ao conteúdo do exame, caso a relação seja confirmada.
Denúncia motivou reação imediata
As medidas adotadas pela Câmara foram tornadas públicas por meio de notas oficiais divulgadas entre terça-feira (31) e quarta-feira (1º/4). Em um dos comunicados, o Legislativo afirma que a denúncia foi prontamente encaminhada às autoridades competentes para apuração.
As providências contam com o acompanhamento da presidente da Comissão Permanente de Concurso Público e Estágio Probatório, Cassandra Arruda de Sousa Araújo, que participa da condução do caso.
O desdobramento das investigações deverá definir se houve irregularidade no certame e quais medidas poderão ser adotadas para garantir a integridade do processo seletivo.



