Com tratamento gratuito em mais de 70 unidades de saúde, capital registra queda significativa de novos diagnósticos e reforça importância do combate ao preconceito
Goiânia encerrou o ano de 2025 com uma notícia positiva para a saúde pública: uma redução de 30% no registro de novos casos de hanseníase. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a capital diagnosticou 78 novos pacientes no ano passado, contra 112 em 2024. Esse recuo é atribuído à rede de assistência do SUS, que oferece diagnóstico, medicamentos e reabilitação de forma integral e gratuita.
O cenário epidemiológico em Goiânia
A queda nos índices reflete a eficácia das políticas de busca ativa e tratamento precoce. Atualmente, o município mantém uma estrutura descentralizada para garantir que o cidadão encontre ajuda perto de sua residência.
| Ano | Novos Casos Registrados | Variação Percentual |
| 2024 | 112 | – |
| 2025 | 78 | -30% |
Como identificar a doença
O diagnóstico precoce é a chave para evitar sequelas e interromper a transmissão. A gerente de Vigilância da SMS, Jennifer Caetano, destaca que qualquer pessoa que notar os seguintes sinais deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS):
- Manchas na pele: De coloração clara, avermelhada ou escura.
- Alteração de sensibilidade: Áreas do corpo que perdem a sensibilidade ao calor, à dor ou ao tato.
- Formigamentos ou fisgadas: Especialmente em braços e pernas.
O diagnóstico é clínico, mas pode ser complementado pela baciloscopia, um exame que investiga a presença da bactéria $Mycobacterium \ leprae$, agente causador da enfermidade.
Tratamento e a luta contra o estigma
A hanseníase, historicamente chamada de “lepra”, ainda carrega um peso social de preconceito que afasta os pacientes do tratamento. O secretário de Saúde, Luiz Pellizzer, ressalta que a doença tem cura e que, uma vez iniciado o tratamento, o paciente deixa de transmitir a bactéria.
- Duração: O tratamento utiliza antibióticos e pode durar de 6, 12 a 18 meses, dependendo da gravidade.
- Continuidade: É fundamental não abandonar as doses, mesmo com o desaparecimento dos sintomas iniciais, para evitar a recidiva (retorno da doença).
- Contatos Próximos: Pessoas que convivem com o paciente diagnosticado também devem ser avaliadas e, se necessário, realizar testes rápidos.
Prevenção: além da higiene
A prevenção vai além dos hábitos saudáveis. A SMS reforça que a vacina BCG (aplicada originalmente contra a tuberculose) é uma ferramenta poderosa, pois melhora a resposta imunológica do corpo contra o $Mycobacterium \ leprae$. Além disso, manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios ajuda o sistema imunológico a se manter resiliente.



