A variante mais preocupante para humanos é a H5N1, que possui alta taxa de letalidade.
A gripe aviária, também conhecida como influenza aviária, é uma infecção viral que normalmente afeta aves, mas que pode ser transmitida para seres humanos em casos raros, geralmente após contato direto com aves infectadas ou ambientes contaminados.
Sintomas da gripe aviária em humanos
Os sintomas iniciais são semelhantes aos da gripe comum, mas podem evoluir rapidamente para quadros graves. Entre os principais sinais estão:
- Febre alta e súbita
- Tosse seca
- Dor de garganta
- Dores musculares
- Mal-estar generalizado
- Dor de cabeça
- Falta de ar (dispneia)
- Inflamação ocular (conjuntivite)
Em casos mais graves, a infecção pode causar:
- Pneumonia viral grave
- Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA)
- Falência de múltiplos órgãos
- Sepse
Risco de morte
A infecção por influenza aviária em humanos, embora rara, apresenta alta taxa de letalidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mortalidade entre os infectados pelo subtipo H5N1 é de aproximadamente 50%, um percentual muito superior ao da gripe sazonal.
O risco de morte é maior em:
- Pessoas com contato direto com aves doentes ou mortas.
- Profissionais que trabalham em granjas ou mercados de aves vivas.
- Indivíduos com sistema imunológico comprometido.
- Crianças pequenas e idosos.
A letalidade elevada está associada principalmente à rápida progressão para complicações respiratórias graves e à dificuldade de diagnóstico e tratamento precoce.
Como prevenir?
- Evitar contato com aves doentes ou mortas.
- Cozinhar bem carne e ovos de aves.
- Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) em ambientes de risco.
- Adotar boas práticas de higiene, como lavar as mãos com frequência.
Tratamento
O tratamento envolve o uso de antivirais específicos, como oseltamivir e zanamivir, que são mais eficazes quando administrados nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. O suporte hospitalar intensivo é fundamental nos casos graves.
Diferenças entre Gripe Aviária e Gripe Comum
Aspecto | Gripe Aviária | Gripe Comum |
---|---|---|
Agente causador | Vírus da influenza tipo A, subtipos como H5N1, H7N9 | Vírus da influenza tipo A ou B, com variantes sazonais |
Reservatório natural | Aves, especialmente aves aquáticas e aves domésticas | Seres humanos são o principal reservatório |
Transmissão para humanos | Rara; geralmente por contato direto com aves infectadas ou ambientes contaminados | Muito comum; ocorre por gotículas respiratórias entre pessoas |
Transmissão entre humanos | Muito limitada e rara | Muito eficiente e rápida |
Gravidade | Geralmente grave, com alta taxa de complicações | Na maioria dos casos, é leve e autolimitada |
Letalidade | Elevada (em torno de 50% para H5N1) | Baixa (geralmente inferior a 0,1%) |
Sintomas iniciais | Semelhantes aos da gripe comum: febre, tosse, dor muscular, mas evoluem rapidamente para quadros respiratórios graves | Febre, tosse, dor de garganta, mal-estar, com evolução geralmente benigna |
Complicações mais frequentes | Pneumonia grave, síndrome do desconforto respiratório agudo, falência múltipla de órgãos | Pneumonia bacteriana secundária, sinusite, otite |
Tratamento | Antivirais específicos (ex.: oseltamivir), hospitalização frequentemente necessária | Repouso, hidratação, medicamentos sintomáticos; antivirais em casos específicos |
Vacina específica | Não disponível para uso geral em humanos; vacinas experimentais em desenvolvimento | Sim, disponível anualmente e recomendada, especialmente para grupos de risco. |