Operações de limpeza compulsória contribuem para redução expressiva nos casos de dengue na capital
“A secretaria trabalha de forma contínua com visitas domiciliares, fiscalização de áreas de risco e orientação da população”, destacou o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer.
Intervenções em imóveis e combate às arboviroses
Ao longo de 2025, a Prefeitura de Goiânia retirou 248 toneladas de materiais inservíveis de imóveis residenciais, em ações coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). As operações de limpeza compulsória tiveram como objetivo eliminar focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, além de reduzir riscos à saúde pública.
As medidas seguem diretrizes da Lei Federal nº 13.301/2016, que autoriza a entrada em imóveis privados quando há ameaça à saúde coletiva. Os responsáveis são previamente notificados e têm prazo de dez dias para realizar a limpeza. Em caso de descumprimento, a intervenção ocorre com autorização judicial.
Redução significativa nos casos de dengue
O impacto das ações refletiu diretamente nos índices epidemiológicos. Goiânia registrou queda de 47,2% nos casos de dengue em comparação com 2024. Foram contabilizados 28.427 casos em 2025, com 67 ocorrências graves e 34 óbitos, contra 50.508 casos e 81 mortes no ano anterior.
Os resultados foram atribuídos ao trabalho dos agentes de combate a endemias, que realizaram mais de 2,3 milhões de visitas domiciliares e eliminaram 30.890 focos do mosquito em imóveis abandonados ou fechados.
“Mesmo fora do período chuvoso, é preciso manter a vigilância. A vistoria de casas e empresas, junto com a orientação à população, é essencial para evitar a proliferação do mosquito”, reforçou Pellizzer.
Fiscalização e apoio interinstitucional
Dados da SMS apontam que, em 2025, foram identificados focos do Aedes aegypti em 21.624 residências, resultando na aplicação de 75.952 autos de infração. As operações contaram com apoio da Comurg, Guarda Civil Metropolitana (GCM), Defesa Civil e, quando necessário, do Samu.
Os materiais recolhidos foram destinados ao aterro sanitário, enquanto os recicláveis foram encaminhados para cooperativas locais.
Assistência social e prevenção de riscos
Além da limpeza, a SMS ofereceu acompanhamento em psiquiatria, psicologia e assistência social aos moradores envolvidos. “É uma medida extrema, mas necessária para proteger a saúde de todos. O acúmulo de lixo facilita a proliferação de doenças e também aumenta riscos como incêndios”, explicou o gerente de Fiscalização da Diretoria de Zoonoses, Jadson Moreira.




