Presidente dos Estados Unidos intensifica pressão sobre o Irã e ameaça com consequências severas caso a rota marítima não seja liberada
O prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o estreito de Ormuz expira às 21h (horário de Brasília) desta segunda-feira (6). A exigência foi feita no último sábado (4), quando Trump concedeu 48 horas para que os aiatolás permitissem novamente a passagem de embarcações pela rota estratégica.
Na ocasião, o líder americano declarou: “O tempo está se esgotando — 48 horas antes que todo o inferno caia sobre eles.” Ontem, ele voltou a subir o tom e afirmou: “Terça-feira (7) será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito estreito, seus bastardos loucos, ou vocês estarão vivendo no inferno — APENAS ASSISTAM!”
Importância estratégica do estreito
O estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais relevantes do planeta, responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado mundialmente. Desde março, o Irã mantém o bloqueio como resposta a ataques realizados em conjunto por Estados Unidos e Israel.
O fechamento da rota provocou alta expressiva nos preços do petróleo, impactando diretamente a economia global. Combustíveis como gasolina e diesel, além de produtos derivados do plástico, registraram aumentos significativos.
Autoridades iranianas já sinalizaram a possibilidade de implementar um pedágio para embarcações que utilizem o estreito. Atualmente, apenas navios autorizados pelo governo iraniano conseguem atravessar a região.
Reação internacional
Diante da crise, o Conselho de Segurança da ONU deve votar nesta semana uma resolução apresentada pelo Bahrein para garantir a segurança da navegação comercial no estreito e em áreas próximas. Quinze países membros participarão da deliberação, que pode definir novos rumos para o comércio internacional e para a estabilidade energética global.



