Além da prisão do suspeito, a operação cumpre 21 mandatos de busca e apreensão contra envolvidos na morte de Antônio Vinicius Gritzbach
Na manhã desta quinta-feira, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, realizou uma operação para prender Emílio de Carlos Castilho, conhecido como Cigarreira, suspeito de ser o mandante da morte de Antônio Vinicius Gritzbach, delator do PCC. De acordo com a Folha, Castilho, citado na delação de Gritzbach, é suspeito de ter contratado policiais para assassinar o delator.
Além da prisão de Castilho, outros 21 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos contra suspeitos de participação na morte de Gritzbach. Um total de 116 policiais, em 41 equipes, estão realizando buscas em 20 endereços.
Antônio Vinícius Lopes Gritzbach –
Antônio Vinicius Gritzbach foi morto a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, em 8 de novembro, após retornar de uma viagem a Alagoas. Imagens do ataque mostram que ele havia acabado de sair da área de desembarque do terminal 2 do aeroporto quando homens encapuzados saíram de um Volkswagen Gol preto e dispararam contra ele, em meio à movimentação de outros passageiros. Os atiradores fugiram no mesmo carro.
Na ocasião, cinco policiais militares, contratados de maneira particular por Gritzbach, faziam a escolta do empresário, que não contava com segurança oficial. Até o momento, 21 policiais civis e militares já foram presos durante a investigação. Em 31 de janeiro, a Corregedoria da Polícia Militar indiciou 17 policiais suspeitos de envolvimento no assassinato, todos já presos.
Na terça-feira, a Polícia Federal indiciou 14 pessoas suspeitas de participação no caso, incluindo quatro policiais civis, entre eles o delegado Fábio Baena Martin. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Federal, que deve se manifestar nos próximos dias. A PF também solicitou a prisão preventiva de oito suspeitos ao juiz responsável pelo caso, sem detalhar as acusações contra eles.
( Com Folha de SãoPaulo)