Levantamento divulgado mostra disputa cada vez mais acirrada entre o presidente e o senador no segundo turno
Uma nova pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel nesta quarta-feira (25/02) sacudiu os bastidores de Brasília ao projetar um cenário de equilíbrio absoluto para a sucessão presidencial de 2026. Segundo os dados, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em situação de empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa de segundo turno.
O resultado sinaliza que a transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro para seu filho mais velho ocorreu de forma orgânica, consolidando o nome de Flávio como a peça central da direita para enfrentar a tentativa de reeleição do petista.
Os números do confronto direto
A pesquisa Atlas, conhecida por sua metodologia de recrutamento digital, revela que a distância entre os dois candidatos está dentro da margem de erro, o que configura o cenário de “escolha aberta”. A resiliência do lulismo encontra um teto na desaprovação de setores da economia, enquanto o “bolsonarismo” demonstra que mantém sua base mobilizada sob uma nova liderança familiar.
Destaques do levantamento:
- Segmentação por Renda: Lula mantém vantagem nas faixas de menor renda, enquanto Flávio lidera entre a classe média e setores do agronegócio.
- Geografia do Voto: O atual presidente domina o Nordeste, mas enfrenta forte resistência no Sul e Sudeste, onde o senador do PL tem ampliado sua vantagem.
- Rejeição: Ambos os candidatos apresentam índices de rejeição superiores a 45%, indicando que a eleição poderá ser decidida, novamente, pelo voto útil e pela economia.
A ascensão de Flávio como herdeiro político
A consolidação de Flávio Bolsonaro como o “plano A” da oposição ocorre após um intenso trabalho de articulação dentro do Partido Liberal (PL). Diferente do estilo mais impetuoso do pai, Flávio tem buscado um diálogo mais institucional com o Congresso e o Judiciário, embora mantenha o discurso conservador em pautas de costumes.
“O empate demonstrado pela Atlas não é apenas um número, é o retrato de um Brasil que permanece dividido entre dois projetos antagônicos. A força de Flávio reside na capacidade de herdar o legado do pai sem as mesmas arestas de interlocução, o que o torna um competidor perigoso para o atual governo”, avaliam analistas políticos ouvidos pela reportagem.
Fatores que podem desequilibrar a balança
Até 2026, três variáveis serão determinantes para romper esse empate:
- Crescimento do PIB: O controle da inflação e a geração de empregos serão os principais cabos eleitorais de Lula.
- União da Direita: A capacidade de Flávio em aglutinar nomes como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema em sua chapa.
- Decisões Judiciais: O andamento de inquéritos no STF que podem afetar a elegibilidade ou a imagem de figuras centrais de ambos os lados.



