segunda-feira, 16, fevereiro 2026
Click News
  • Home
  • Geral
  • Cidades
  • Economia
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Mundo
  • Esporte
  • Artigos
  • Polícia
  • Saúde
No Result
View All Result
  • Home
  • Geral
  • Cidades
  • Economia
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Mundo
  • Esporte
  • Artigos
  • Polícia
  • Saúde
No Result
View All Result
Click News
No Result
View All Result
Casa Brasil

Pobreza desacelera primeiros movimentos da infância, aponta estudo brasileiro

Jeverson by Jeverson
16 de fevereiro de 2026
in Brasil
0
Pobreza desacelera primeiros movimentos da infância, aponta estudo brasileiro

Condições de vida afetam a exploração de movimentos nos primeiros meses, destaca autora de pesquisa sobre desenvolvimento infantil. © Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Share on FacebookShare on Twitter

Pesquisa revela atraso motor já aos seis meses, mas mostra que estímulos simples podem reverter o quadro em poucas semanas

Desigualdade que começa no berço

Bebês que crescem em contextos de vulnerabilidade social apresentam desenvolvimento motor mais lento nos primeiros meses de vida. A conclusão é de uma investigação conduzida pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que analisou a relação entre as condições de vida e a variedade de movimentos realizados por crianças no início da infância. Os resultados foram divulgados no começo de fevereiro na revista científica Acta Psychologica.

O acompanhamento de 88 bebês no interior paulista mostrou que as diferenças aparecem cedo: aos seis meses, crianças que vivem em lares mais pobres demoravam mais para sentar, rolar, agarrar objetos e explorar o próprio corpo em comparação às que cresciam em ambientes com melhores condições socioeconômicas.

“A principal constatação da pesquisa é que, esses bebês, aos seis meses, apresentam menor desenvolvimento motor, ou seja, têm um repertório menor de movimento”, explicou a autora do estudo, Caroline Fioroni Ribeiro da Silva.

Menos estímulo, mais risco para a aprendizagem

Segundo a pesquisadora, a limitação não se restringe ao tempo de execução das habilidades, mas também à diversidade de movimentos. Em muitos casos, os bebês variavam pouco as posturas ao tentar sentar ou sequer conseguiam alcançar brinquedos.

Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o estudo reforça um alerta recorrente na literatura científica: atrasos no desenvolvimento motor podem repercutir na trajetória escolar e cognitiva.

“A literatura indica que, pela falta de recursos e de estímulo aos bebês, podem ocorrer prejuízos na vida escolar, como déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos de coordenação”, disse Carolina, que é fisioterapeuta. Ela pondera, no entanto, que mais estudos são necessários para comprovar a relação.

Reversão rápida com orientação

Apesar do cenário inicial, a pesquisa identificou um dado considerado animador: aos oito meses, grande parte dos bebês avaliados já não apresentava diferenças significativas. A recuperação foi associada ao aumento da interação entre mães e filhos e à adoção de estímulos simples no cotidiano.

“Quando conversamos com o bebê, ele tem a oportunidade de observar os movimentos que a gente faz; quando está de barriga para baixo, está livre para se movimentar e explorar movimento, assim como quando brinca com um papel de presente, que é chamativo [pelo barulho e textura]”, explicou a fisioterapeuta. “Não são necessários brinquedos caros, apenas orientação”, completou.

Durante as visitas domiciliares, as famílias eram incentivadas a ler, cantar, conversar com as crianças e colocá-las de bruços em superfícies seguras — prática conhecida por fortalecer a musculatura e preparar o corpo para rolar, engatinhar, sentar e ficar em pé.

Espaço limitado e excesso de contenção

Nos domicílios mais vulneráveis, os pesquisadores observaram maior permanência dos bebês em carrinhos ou outros dispositivos de contenção, geralmente por falta de espaço físico para exploração segura. Esse fator reduzia as oportunidades de movimento.

A composição familiar também influenciou os resultados. Casas com muitos adultos foram associadas a ambientes mais desorganizados e com menos áreas adequadas para a criança se movimentar. Já a presença de ambos os pais e maior escolaridade materna apareceram como elementos protetores.

“Os responsáveis solo acabam mais sobrecarregados e com menos tempo para brincar e estimular o bebê”, analisou Caroline. “Então, o fato de ter outra pessoa amparando ajuda muito no desenvolvimento”.

Orientação profissional como política possível

Outro ponto destacado pelo estudo é o perfil das mães em situação de pobreza, muitas delas adolescentes e sem acesso a informações sobre estímulos motores adequados. Nesse contexto, a atuação de agentes de saúde e fisioterapeutas pode ser decisiva.

“Como não é possível eliminar a pobreza ou a gravidez na adolescência, eu recomendaria visitas de profissionais de saúde para orientar sobre os estímulos nessa fase da vida”.

Brincar não custa caro

O levantamento também mostra que o desenvolvimento pode ser favorecido com recursos acessíveis, como chocalhos improvisados com grãos em garrafas plásticas e objetos do cotidiano que estimulem a motricidade fina.

Um fenômeno global

A questão ultrapassa as fronteiras brasileiras. De acordo com o relatório “Situação Mundial das Crianças 2025: Erradicar a Pobreza Infantil – Nosso Dever Comum”, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 400 milhões de crianças vivem em situação de pobreza no mundo, expostas a privações que afetam saúde, bem-estar e desenvolvimento desde os primeiros anos de vida.

(Com Isabela Vieira|Agência Brasil)

Tags: Brasildesenvolvimento infantilrevista científica Acta PsychologicaUniversidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Previous Post

Tragédia no Noroeste do Paraná: Menina de 8 anos é encontrada morta após sequestro

Next Post

Descarga elétrica mata mãe e filho em propriedade rural de Goiás

Jeverson

Jeverson

Next Post
Descarga elétrica mata mãe e filho em propriedade rural de Goiás

Descarga elétrica mata mãe e filho em propriedade rural de Goiás

Novo RG vira peça central para manter benefícios do INSS

Novo RG vira peça central para manter benefícios do INSS

Goiânia mobiliza escolas no enfrentamento à dengue

Goiânia mobiliza escolas no enfrentamento à dengue

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Invalid slider ID or alias.

Recommended Reading

    TOP REVIEW

    Click News

    © 2025 ClickNews V3.0 - Desenvolvido e editado por Agência Hoover.

    Navegue em nosso Site

    • Home
    • Geral
    • Cidades
    • Economia
    • Política
    • Justiça
    • Brasil
    • Mundo
    • Esporte
    • Artigos
    • Polícia
    • Saúde

    Siga a Gente nas redes sociais!

    No Result
    View All Result
    • Home
    • Geral
    • Cidades
    • Economia
    • Política
    • Justiça
    • Brasil
    • Mundo
    • Esporte
    • Artigos
    • Polícia
    • Saúde

    © 2025 ClickNews V3.0 - Desenvolvido e editado por Agência Hoover.

    Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para que os cookies sejam usados.