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Casa Artigos

Os Nós do Tempo *

Administrador by Administrador
3 de março de 2025
in Artigos
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Os Nós do Tempo *
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Por Wilton Emiliano Pinto *

A vida se desenrola como um novelo, mas nem sempre os fios seguem retos e suaves. Alguns deslizam, livres como fitas ao vento. Outros, no entanto, se enroscam, criando laços apertados, tecendo histórias que, por mais que tentemos desatar, já se tornaram parte do tecido da memória. É fascinante como o tempo age sobre nós, moldando o que vivemos e o que deixamos para trás, como se fosse um escultor invisível que, a cada passo, altera nossa percepção do que é real e do que é lembrança.

É curioso como nos apegamos ao que já foi, como se o passado pudesse ser rebobinado, alinhado, costurado de novo sem falhas. Criamos a ilusão de que, se conseguirmos revisitar os momentos, poderemos, de algum modo, consertar o que está quebrado. Mas o tempo, esse artesão implacável, não se permite ser domado. Ele remenda, refaz, ajusta os retalhos da vida, mas nunca devolve nada na trama original. Cada tentativa de recuperar o que se foi nos deixa com a sensação de que algo escapa entre os dedos, como se a essência das lembranças pudesse ser preservada intacta. Mas, no final, o que resta é apenas o vazio de algo que já não pode ser tocado, como uma música que já terminou, mas cujas notas ainda ecoam em nossa alma.

Desapegar não significa esquecer, nem apagar. É um ato de aceitação profunda, de reconhecer que algumas histórias pertencem ao ontem, que algumas pessoas foram apenas passagem, e que certos momentos, por mais belos que tenham sido, não podem ser revividos. Contudo, como é difícil soltar! As lembranças nos chamam de volta, como se houvesse uma força invisível nos puxando, um desejo profundo de reviver o que se foi. São ecos de vozes queridas que gostaríamos de ouvir outra vez, gestos simples que, no tempo certo, passaram despercebidos, mas que agora fariam toda a diferença.

Nos prendemos a discussões antigas, a rancores que já perderam o sentido, a certezas que talvez nunca tenham sido tão importantes assim. De que adianta vencer uma disputa e perder a serenidade? O orgulho nos faz segurar cordas que só machucam as mãos, nos mantém acorrentados a um passado que, se não fosse por nossa teimosia, já teria se desfeito. Às vezes, a maior vitória é saber ceder, é permitir que o tempo faça o seu trabalho sem a nossa resistência. Não se trata de fraqueza, mas de força, pois é na arte de soltar que revelamos nossa verdadeira coragem.

É preciso coragem para soltar o que pesa, para aceitar que há capítulos que não precisam de continuação. Não é traição ao passado seguir em frente — pelo contrário, é uma forma de honrá-lo, permitindo que ele descanse em paz dentro de nós. O passado, embora tenha sua importância, não é um fardo que devemos carregar por toda a vida. Ele é, na verdade, o terreno onde nossas raízes se firmam, mas o solo do futuro só pode ser cultivado quando nos desprendemos das pedras que nos impedem de caminhar.

Porque, no fim das contas, a vida não prospera onde há amarras. E quem aprende a desatar os nós do tempo descobre que o futuro só começa quando paramos de olhar para trás na esperança de encontrá-lo. O futuro está à frente, aguardando pacientemente que nos libertemos das correntes invisíveis que criamos. E quando finalmente aprendemos a olhar para o amanhã sem medo, o presente se revela como um campo fértil para a nova vida que se desabrocha.

* Wilton Emiliano Pinto é Contabilista, Funcionário Público aposentado e gosta de uma boa prosa.
Tags: ArtigosGeralLeitura DinâmicaNós do Tempo
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