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O Tempo e os Encontros

Administrador by Administrador
16 de fevereiro de 2025
in Geral
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As ampulhetas são objetos fascinantes que têm sido utilizados há séculos para medir o tempo.

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Por Wilton Emiliano Pinto *

A cada notificação no WhatsApp, um misto de saudade e inquietação nos invade. Como se o próprio tempo, esse mestre silencioso, nos observasse do outro lado da tela, estendendo sua mão invisível. No grupo de ex-alunos do Colégio Estadual Professor Pedro Gomes, as conversas fluem com a serenidade dos dias antigos, embaladas pelos ecos de um passado que ainda pulsa. Mas, de tempos em tempos, um nome surge acompanhado da palavra inevitável: “desencarne”. Ela atravessa a tela como um trovão seco e distante, anunciando a passagem de mais um de nós para um território inalcançável.

O grupo, formado por veteranos da vida, já se acostumou, sem querer, a esse tipo de despedida. É um rito silencioso, uma constante imposta pela marcha inexorável dos anos. A dor da perda não se dilui, mas se acomoda em nossa jornada, como se o tempo nos ensinasse, a contragosto, a aceitá-la. No entanto, o tempo não se contenta apenas em levar aqueles que nos são caros; ele, impiedoso, também desgasta as lembranças, apaga vestígios, desafia a permanência daquilo que um dia foi vibrante e presente.

“Hoje, partiu fulano”, dizem. O nome, a foto, um fragmento de uma história que, embora viva em nossa memória, já não pertence ao agora. Mas as lembranças resistem. Elas estão ali, preservadas nas mensagens trocadas, nas fotos em preto e branco convertidas em pixels, nas histórias recontadas com um brilho nostálgico. O Pedro Gomes daqueles tempos, de alguma forma, nunca se foi. Ele permanece nesse espaço virtual, resistindo ao tempo, sustentado pelo afeto de quem um dia preencheu seus corredores de sonhos e risos.

Curioso como, apesar das despedidas, o grupo se fortalece. A cada perda, não é apenas a dor que nos alcança, mas também a necessidade de reafirmar a continuidade. O tempo segue, indiferente, mas a vida não se resume a sua contagem impessoal. A vida é feita de encontros, de lembranças que desafiam o esquecimento, de presenças que ecoam além da matéria. O velho Pedro Gomes continua vivo, no tecido invisível das memórias compartilhadas. A cada mensagem enviada, cada recordação revivida, ele respira um pouco mais, imortalizado naqueles que o viveram intensamente.

E então, quando chega a notícia de uma partida, sentimos nossa própria fragilidade com uma clareza lancinante. A vida, essa fina areia escorrendo por entre os dedos, segue seu curso sem pedir permissão. Mas há algo que o tempo não pode levar: as lembranças. Elas resistem, persistem, desenham a história que não pode ser apagada. Os nomes, os rostos envelhecidos que um dia foram jovens e cheios de sonhos, são registros vivos da eternidade contida em cada momento bem vivido. A vida não se mede apenas em anos, mas na intensidade dos instantes que o tempo jamais poderá consumir.

E assim, entre ausências e presenças que transcendem a matéria, o grupo se refaz, se fortalece, se reafirma. Porque, no fim, o que importa não é o tempo, mas o que fizemos com ele. Os nomes podem se dissipar, mas os momentos vividos nunca se perdem. O tempo é fugaz, mas o amor, a amizade, as histórias compartilhadas, essas são imortais.

O grupo “SOMOS PEDRO GOMES” é mais do que um espaço virtual. É um testemunho de que o passado não se dissolve no tempo; ele se perpetua naqueles que o viveram. E, enquanto houver uma memória a ser recontada, um nome a ser lembrado, uma história a ser celebrada, nada verdadeiramente se perderá.

Porque, no final, é isso que permanece. O tempo passa, mas os laços construídos ao longo da vida jamais se desfazem. Eles se eternizam no coração daqueles que se permitiram viver, amar e recordar.

* Wilton Emiliano Pinto é Contabilista, Funcionário Público aposentado e gosta de uma boa prosa.
Tags: ArtigosColégio Pedro GomesEncontrosReminiscênciastempoWilton Eliliano Pinto
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