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O destino dos feridos na guerra da Rússia: reabilitação, desafios e abandono

Administrador by Administrador
5 de fevereiro de 2025
in Mundo
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O destino dos feridos na guerra da Rússia: reabilitação, desafios e abandono

Soldados russos que lutaram na Ucrânia reclamam de baixa valorização em seu país, sobretudo quando retornam com ferimentos gravesFoto: Stanislav Krasilnikov/SNA/IMAGO

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Mais de 110 mil soldados russos lutaram gravemente feridos no conflito; ao voltar para casa, muitos enfrentam abandono e negligência

Desde o início da invasão da Ucrânia, há quase três anos, a Rússia evitou divulgar números precisos sobre as baixas entre suas tropas. O governo de Moscou fez apenas declarações esporádicas sobre a quantidade de soldados mortos e feridos, sem fornecer informações adicionais.

Em 2023, o vice-ministro do Trabalho e Proteção Social, Alexei Vovchenko, afirmou que mais da metade dos feridos no conflito tiveram sequelas graves. Segundo ele, 80% sofreram amputações em membros inferiores, enquanto os demais perderam membros superiores.

Já no final de 2024, a vice-ministra da Defesa, Anna Tsivilyova, mencionada por veículos independentes como sobrinha do presidente Vladimir Putin, estimou em 110 mil o número total de militares feridos.

Soldados feridos estão sendo enviados de volta ao front?

No início de 2025, vídeos compartilhados na rede social russa VKontak mostraram oficiais do Exército enviando soldados feridos novamente ao campo de batalha. Em uma dessas gravações, militares aparecem em uma floresta, alguns deles apoiados em muletas.

Outro vídeo revelou um policial militar confrontando dois homens vestidos com uniformes camuflados, um deles com uma muleta. Na gravação, o agente os ameaça com violência sexual. O caso foi posteriormente confirmado pelas autoridades, e o soldado responsável pela tortura, que utilizou um cassete e uma arma de choque, foi preso. Descobriu-se que os militares feridos eram soldados mobilizados que se queixavam de seus superiores sobre a possibilidade de serem enviados de volta ao combate.

A vice-ministra da Defesa, Anna Tsivilyova, admitiu que há esforços para devolver os feridos à guerra o mais rápido possível. Segundo ela, cerca de 96% desses soldados conseguiram responder às “graças à modernização dos hospitais de campanha”. A estratégia, no entanto, pode indicar uma crescente escassez de eficácia e um alto número de baixas no conflito.

“Estimo que cerca de seis em cada dez soldados feridos sofreram lesões graves”, declarou um ex-combatente russo, que preferiu manter o anonimato. Ele foi dispensado do serviço militar devido a danos, mas não especificou quais, por razões de segurança. “O principal é que ainda tenho braços e pernas”, disse, enquanto aguarda um pagamento único de indenização. No entanto, reclamou do valor da pensão por invalidez, inserido em 22 mil remunerações (cerca de R$ 1.260). “Perdi minha saúde, fiquei incapacitado para o trabalho aos 36 anos. O que devo fazer? Servi ao meu país e não me arrependo.”

Entre os próprios soldados, há suspeitas de que militares feridos foram enviados novamente ao combate como forma de proteção por crimes como tráfico de drogas ou mesmo por alegarem lesões sem comprovação.

Indenizações e dificuldades para ex-soldados

Na rede social VKontakte, vários militares feridos relataram dificuldades em obter reconhecimento e compensação financeira. Afirmou que os médicos minimizam a gravidade de seus muitos ferimentos para reduzir o valor das indenizações.

Um dos afetados, identificado como Oleg, escreveu que sua lesão foi inicialmente moderada. No entanto, no dia da sua alta hospitalar, foi reclassificado como um nível de ferimento, aumentando significativamente a compensação que deveria receber. Segundo ele, as mudanças foram resultado de novas diretrizes médicas e administrativas.

Ex-integrantes do grupo mercenário Wagner também relataram abandono por parte do governo russo. Um ex-combatente relatado no VKontakte que ficou incapacitado para caminhar devido aos ferimentos, mas não recebe nenhum apoio oficial. Ele afirmou que sua única fonte de renda é uma pensão por invalidez do governo, no valor de cerca de 10 mil dólares, sem qualquer compensação adicional do Exército.

Outro ponto de preocupação é o alto custo das próteses. Um usuário da cidade de Perm, a mais de mil quilômetros a leste de Moscou, denunciou que uma prótese de qualidade custa cerca de 5 milhões de ganhos, valor inacessível para a maioria dos veteranos. Segundo ele, seu irmão, que perdeu uma perna na guerra, não tem condições de arcar com esse custo. Além disso, as sanções internacionais contra Moscou resultaram na escassez de certos modelos de próteses, elevando os preços e aumentando os prazos de esperança.

O desafio do retorno à vida civil

Um dos maiores desafios para os veteranos de guerra é a reintegração à sociedade, especialmente aqueles que ficaram com sequelas permanentes. Segundo a historiadora Aglaya Asheshova, da Biblioteca Universitária de Línguas e Civilizações de Paris, a dificuldade na readaptação dos ex-combatentes não é exclusiva da Rússia, mas ocorre em muitos países após conflitos armados. No entanto, no caso russo, as limitações dos governos regionais podem agravar ainda mais a situação, dificultando o acesso a programas de assistência social.

Além das barreiras burocráticas, muitos enfrentam discriminação no mercado de trabalho. O ex-oficial russo Nikita Tretyakov relatou, em seu canal no Telegram, o caso de um colega gravemente ferido que teve dificuldades para conseguir emprego. De acordo com Tretyakov, o ex-soldado tentou uma vaga como consultor de vendas, mas foi recusado sob a justificativa de que seu estado emocional poderia comprometer seu desempenho.

Como a sociedade russa vê os veteranos da guerra?

A percepção dos veteranos entre a população russa varia de acordo com fatores como o posicionamento político e as diferenças regionais. Segundo a socióloga Anna Kuleshova, enquanto parte da sociedade vê os ex-combatentes como heróis, outros veem com desconfiança, principalmente devido a relatos de violência cometida por militares contra civis.

Um psiquiatra que trabalhou na Rússia, mas preferiu permanecer anônimo, explicou que muitos soldados desenvolvem um mecanismo psicológico para explicar sua participação na guerra. “A maioria dos combatentes acredita que o conflito é legítimo. Esse mecanismo de defesa ajuda a lidar com os traumas e a se manter funcional em condições extremas”, afirmou.

No entanto, o retorno à vida civil se torna um processo complicado. Muitos relatam um sentimento de inutilidade após deixarem o campo de batalha, enfrentando dificuldades emocionais e econômicas sem o apoio necessário para recomeçar.

Tags: Guerra no Leste EuropeumundoRússiaSoldados Russos
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