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Nunca é Tarde, Nem Cedo Demais – Por Wilton Emiliano Pinto *

Jeverson by Jeverson
21 de fevereiro de 2026
in Artigos
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Nunca é Tarde, Nem Cedo Demais – Por Wilton Emiliano Pinto *
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Há uma idade em que a gente começa a contar mais partidas do que chegadas

Amigos que se vão.
Projetos que mudam de rumo.
Sonhos que precisaram ser guardados na gaveta da prudência.

E é curioso como, justamente nessa fase, a vida parece sussurrar:
Ainda dá tempo.

Eu já atravessei mais de oito décadas de vida.
O calendário poderia sugerir descanso definitivo, cadeira na varanda e lembranças como principal ocupação.

Mas, dentro de mim, existe uma inquietação serena.
Continuo curioso.

Não é a pressa da juventude.
É a lucidez de quem sabe que o tempo é valioso demais para ser apenas lembrado.  Aprendi, ao longo dos anos, a respeitá-lo.

Nunca é tarde demais para recomeçar um empreendimento, mesmo que esse empreendimento seja interior.

Às vezes não se trata de abrir uma empresa, mas de abrir a mente.
Não se trata de construir um prédio, mas de construir uma ideia que ajude alguém a enxergar melhor o mundo.

Às vezes o recomeço não tem plateia.
Não envolve inaugurações nem discursos.

Ele acontece diante de uma tela acesa, no silêncio de um quarto, quando um homem de idade avançada decide pesquisar um assunto novo.

Filosofia.
Comportamento humano.
Ciência.
História.

Qualquer tema que amplie a visão e engrandeça as pessoas.

Não penso em voltar ao colégio para dividir carteira com jovens de vinte anos.
A vida já me ensinou por outros caminhos.

Mas penso, sim, em aprender todos os dias.
Aprender é uma forma discreta de juventude.

Já enfrentei quedas.
Projetos que não deram certo.
Planos que ficaram pelo caminho.

Na hora, parecem demolições definitivas.
Depois percebemos: eram reformas.

A experiência não nos devolve ao ponto inicial.
Ela nos devolve mais conscientes.

Um revés pode endurecer alguém.
Ou pode lapidar.

Depende da escolha silenciosa que fazemos depois da dor.

Hoje entendo que maturidade não é saber tudo.
É saber refletir.
É olhar para trás sem rancor.
É olhar para frente sem ilusão exagerada.

É aceitar que ainda há espaço para crescer, mesmo quando muitos acreditam que já deveríamos apenas repetir o que sabemos.

Nunca é tarde para ajustar um hábito.
Nunca é cedo para corrigir um desvio pequeno.

Os erros não nascem grandes.
Eles crescem na repetição.

Por isso, vigiar a si mesmo é um ato de respeito próprio.

Não se trata de culpa.
Trata-se de consciência.

Às vezes imagino um jovem lendo algo que escrevi.
Talvez esteja atravessando um momento de dúvida.
Talvez pense que já falhou demais.
Talvez acredite que o tempo está contra ele.

Se uma frase abrir uma fresta de entendimento, já terá valido a pesquisa silenciosa, as horas diante do computador, as anotações feitas com cuidado.

Escrever, nessa altura da vida, não é vaidade.
É contribuição.
É devolver ao mundo o que aprendi caminhando.

Enquanto houver curiosidade, há vida pulsando.
Enquanto houver vontade de compreender melhor as pessoas e o mundo, há movimento interior.

Não precisamos de grandes feitos para continuar relevantes.
Precisamos de disposição para continuar atentos.

O tempo não me empurra para o fim.
Ele me convida à profundidade.

Já não corro como antes.
Mas penso com mais calma.
Sinto com mais clareza.

E talvez o verdadeiro avanço seja esse:
Trocar velocidade por consciência.

Nunca é tarde demais para iniciar um novo capítulo.
E nunca é cedo demais para melhorar uma linha da própria história.

Se hoje ainda tenho projetos, mesmo que discretos, é porque compreendi algo essencial:

A vida não termina quando os anos avançam.
Ela apenas muda o ritmo.

E quem aceita esse novo ritmo descobre que ainda é possível subir.

Não para provar nada a ninguém.
Mas para honrar a própria caminhada.

Observador do vivido, sigo escrevendo para que a vida continue florescendo por dentro.

Tags: ArtigosNunca é TardeWilton Emiliano Pinto
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