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Saúde

Voluntariado humaniza atendimento no HMAP´

João
27 de agosto de 2026 às 11:34
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Voluntariado humaniza atendimento no HMAP´

Foto: Divulgação HMAP

Acolhimento, escuta e companhia ajudam pacientes e acompanhantes durante a internação

Voluntariado no hospital

O Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto, destaca a importância do trabalho voluntário na humanização da assistência hospitalar. No Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), a iniciativa reúne cerca de 30 voluntários em atividades de acolhimento, visitas aos leitos e apoio emocional. 1612

A ação integra o Voluntariado Einstein, programa com mais de 70 anos de trajetória e mais de 700 participantes em 11 unidades de São Paulo, Goiás e Bahia. Em Goiás, são mais de 40 voluntários distribuídos entre o HMAP e o Einstein Goiânia.

História de transformação

Antônio Geraldo é um dos voluntários do HMAP. Antes de atuar em Goiânia, ele ajudava moradores de um residencial para idosos em Poços de Caldas (MG). No hospital, encontrou uma maneira de retribuir as oportunidades que teve ao longo da vida.

“Eu me sinto endividado com a vida boa que eu tive e sempre gosto de agradecer a Deus por isso. Na minha opinião, uma forma de fazer isso é ajudando outras pessoas. Essa é a minha motivação para ser voluntário”, conta.

Entre as experiências marcantes, Antônio relembra a amizade criada com uma paciente depois de uma brincadeira sobre dançar forró.

“Existem várias histórias que marcaram a minha vida. Eu sempre tento aproveitar o melhor delas”, afirma.

Para ele, a convivência com pessoas doentes e em situação de vulnerabilidade também mudou sua forma de enxergar a própria existência.

“Eu sou aposentado e já fui um pessimista quanto aos valores humanos. Trabalhar com pessoas carentes, doentes e às vezes fragilizadas me fez enxergar a vida como um presente de Deus”, relata.

Acolhimento durante a internação

Eva Silva, esposa de um paciente atendido no HMAP, afirma que o contato com os voluntários tornou o período de internação menos difícil e permaneceu na memória da família mesmo após a alta.

“O que mais marca é lembrar o quanto fomos bem tratados por pessoas que nem conhecíamos. Em pleno sofrimento e dor, os voluntários chegavam com palavras bonitas e até conseguiam fazer meu marido sorrir. Aquilo preenchia um vazio e ajudou muito. Hoje estamos aqui, com muita saúde e meu esposo curado, e só temos a agradecer. Eles nos trataram com carinho, como se fôssemos da família. Foram pessoas maravilhosas que fizeram toda a diferença na nossa experiência no hospital”, relata.

A atuação voluntária é integrada às equipes assistenciais e não substitui procedimentos técnicos. O trabalho inclui recepção, ambulatório, visitas aos leitos e atividades na Brinquedoteca, onde crianças internadas participam de ações lúdicas.

Gestão destaca parceria

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, afirmou que a presença dos voluntários contribui para reduzir a ansiedade de pacientes e acompanhantes.

“A gente sabe que, dentro de um hospital, existem momentos de medo, ansiedade e incerteza. Por isso, encontrar alguém disposto a parar, conversar, ouvir e oferecer uma palavra amiga pode fazer uma diferença enorme para quem está ali. O voluntário não doa apenas algumas horas do seu dia; ele oferece presença, atenção e solidariedade. É esse tipo de gesto, muitas vezes simples, que nos lembra da importância de cuidar uns dos outros”, afirma.

O secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, ressaltou que o voluntariado amplia o cuidado para além dos procedimentos clínicos.

“A internação exige uma atuação multidisciplinar e organizada, e o voluntariado contribui justamente em uma frente que não se resume a procedimentos clínicos: a experiência do paciente. A escuta qualificada, a companhia e as atividades de acolhimento podem favorecer o bem-estar emocional durante a permanência na unidade. Quando essa atuação ocorre de forma articulada com os protocolos e com as equipes assistenciais, ela complementa o cuidado e contribui para uma assistência mais integral”, pontua.

O diretor do HMAP, Pedro Vieira, destacou que a iniciativa considera as dimensões emocionais e sociais da internação.

“Quando uma pessoa se dispõe a doar tempo, escuta e atenção para alguém que está passando por um momento de fragilidade, ela também se transforma. O voluntariado nos lembra que cuidar é olhar para o paciente como um ser humano em sua integralidade, respeitando sua história, seus sentimentos e suas necessidades. No HMAP, essa atuação contribui para fortalecer a humanização e tornar a experiência de cuidado mais acolhedora para pacientes, acompanhantes e também para quem trabalha no hospital”, afirma.

Como ser voluntário

O Voluntariado Einstein oferece diferentes formas de participação em ações de acolhimento e humanização. As informações sobre inscrições e modalidades de atuação estão disponíveis na página Seja Voluntário.

Acolhimento, escuta e companhia ajudam pacientes e acompanhantes durante a internação

Voluntariado no hospital

O Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto, destaca a importância do trabalho voluntário na humanização da assistência hospitalar. No Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), a iniciativa reúne cerca de 30 voluntários em atividades de acolhimento, visitas aos leitos e apoio emocional. 1612

A ação integra o Voluntariado Einstein, programa com mais de 70 anos de trajetória e mais de 700 participantes em 11 unidades de São Paulo, Goiás e Bahia. Em Goiás, são mais de 40 voluntários distribuídos entre o HMAP e o Einstein Goiânia.

História de transformação

Antônio Geraldo é um dos voluntários do HMAP. Antes de atuar em Goiânia, ele ajudava moradores de um residencial para idosos em Poços de Caldas (MG). No hospital, encontrou uma maneira de retribuir as oportunidades que teve ao longo da vida.

“Eu me sinto endividado com a vida boa que eu tive e sempre gosto de agradecer a Deus por isso. Na minha opinião, uma forma de fazer isso é ajudando outras pessoas. Essa é a minha motivação para ser voluntário”, conta.

Entre as experiências marcantes, Antônio relembra a amizade criada com uma paciente depois de uma brincadeira sobre dançar forró.

“Existem várias histórias que marcaram a minha vida. Eu sempre tento aproveitar o melhor delas”, afirma.

Para ele, a convivência com pessoas doentes e em situação de vulnerabilidade também mudou sua forma de enxergar a própria existência.

“Eu sou aposentado e já fui um pessimista quanto aos valores humanos. Trabalhar com pessoas carentes, doentes e às vezes fragilizadas me fez enxergar a vida como um presente de Deus”, relata.

Acolhimento durante a internação

Eva Silva, esposa de um paciente atendido no HMAP, afirma que o contato com os voluntários tornou o período de internação menos difícil e permaneceu na memória da família mesmo após a alta.

“O que mais marca é lembrar o quanto fomos bem tratados por pessoas que nem conhecíamos. Em pleno sofrimento e dor, os voluntários chegavam com palavras bonitas e até conseguiam fazer meu marido sorrir. Aquilo preenchia um vazio e ajudou muito. Hoje estamos aqui, com muita saúde e meu esposo curado, e só temos a agradecer. Eles nos trataram com carinho, como se fôssemos da família. Foram pessoas maravilhosas que fizeram toda a diferença na nossa experiência no hospital”, relata.

A atuação voluntária é integrada às equipes assistenciais e não substitui procedimentos técnicos. O trabalho inclui recepção, ambulatório, visitas aos leitos e atividades na Brinquedoteca, onde crianças internadas participam de ações lúdicas.

Gestão destaca parceria

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, afirmou que a presença dos voluntários contribui para reduzir a ansiedade de pacientes e acompanhantes.

“A gente sabe que, dentro de um hospital, existem momentos de medo, ansiedade e incerteza. Por isso, encontrar alguém disposto a parar, conversar, ouvir e oferecer uma palavra amiga pode fazer uma diferença enorme para quem está ali. O voluntário não doa apenas algumas horas do seu dia; ele oferece presença, atenção e solidariedade. É esse tipo de gesto, muitas vezes simples, que nos lembra da importância de cuidar uns dos outros”, afirma.

O secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, ressaltou que o voluntariado amplia o cuidado para além dos procedimentos clínicos.

“A internação exige uma atuação multidisciplinar e organizada, e o voluntariado contribui justamente em uma frente que não se resume a procedimentos clínicos: a experiência do paciente. A escuta qualificada, a companhia e as atividades de acolhimento podem favorecer o bem-estar emocional durante a permanência na unidade. Quando essa atuação ocorre de forma articulada com os protocolos e com as equipes assistenciais, ela complementa o cuidado e contribui para uma assistência mais integral”, pontua.

O diretor do HMAP, Pedro Vieira, destacou que a iniciativa considera as dimensões emocionais e sociais da internação.

“Quando uma pessoa se dispõe a doar tempo, escuta e atenção para alguém que está passando por um momento de fragilidade, ela também se transforma. O voluntariado nos lembra que cuidar é olhar para o paciente como um ser humano em sua integralidade, respeitando sua história, seus sentimentos e suas necessidades. No HMAP, essa atuação contribui para fortalecer a humanização e tornar a experiência de cuidado mais acolhedora para pacientes, acompanhantes e também para quem trabalha no hospital”, afirma.

Como ser voluntário

O Voluntariado Einstein oferece diferentes formas de participação em ações de acolhimento e humanização. As informações sobre inscrições e modalidades de atuação estão disponíveis na página Seja Voluntário.

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