Acordo em fase final: cessar-fogo entre Irã e Israel selado com mediação dos EUA
Em coletiva concedida ao deixar o Madison Square Garden, após assistir às finais da NBA, o presidente Donald Trump anunciou que o Irã e Israel concordaram em cessar-fogo, pondo fim à pior crise militar entre os dois países desde o frágil acordo de abril de 2026. “Eles estavam indo e vindo com os ataques, mas agora ambos aceitaram parar graças à minha mediação”, declarou Trump, antes de embarcar no Air Force One.
Termos do acordo: não proliferação nuclear e livre trânsito no Estreito de Ormuz
O texto em negociação, segundo Trump, impede que o Irã desenvolva armas nucleares e garante a reabertura imediata do Estreito de Ormuz — crucial para o fluxo de 20% do petróleo global. “Será um acordo muito bom: o Irã não terá armas nucleares, e o estreito será aberto assim que o documento for assinado”, afirmou. As tratativas, conduzidas em sigilo por canais diplomáticos, incluem a retirada de sanções econômicas em troca de inspeções internacionais.
Repercussões regionais e globais
O anúncio ocorre em um contexto de tensão crescente no Oriente Médio, onde a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — causada por ataques iranianos a navios petroleiros — elevou os preços do petróleo em 12% nas últimas semanas. Analistas avaliam que o acordo, se concretizado, pode estabilizar mercados e reduzir riscos de um conflito aberto na região. No entanto, a eficácia das garantias nucleares depende da adesão do Irã ao Tratado de Não Proliferação (TNP), cláusula ainda não detalhada pela Casa Branca.




