Funcionários são obrigados a deixar os edifícios devido a um tremor provocado por um terremoto no Golfo do México, em Havana, hoje, 8 de março
Um terremoto de magnitude 6,1 sacudiu a costa oeste de Cuba na última segunda-feira (8), às 17h43 (horário de Brasília), segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro localizou-se a aproximadamente 100 km da extremidade oeste da ilha, deflagrando um tremor intenso que durou cerca de 20 segundos e forçou a evacuação de edifícios em Havana.
Impacto imediato em Havana e regiões vizinhas
Moradores da capital cubana relataram à AFP uma sensação inicial de tontura, seguida de pânico ao identificar o fenômeno como um terremoto — fenômeno raro na região. “No início eu apenas me senti tonta; não me ocorreu que pudesse ser um terremoto, nunca tinha vivido algo assim”, declarou Carmel Delgado, economista de 47 anos. Autoridades cubanas confirmaram que o tremor foi sentido “em todo o oeste do país”, com relatos de abalos em Pinar del Río e Artemisa.
Repercussão além das fronteiras: Flórida em alerta
O abalo sísmico também foi perceptível em áreas do estado americano da Flórida, onde repórteres da AFP registraram relatos de moradores em Key West e Miami. Embora não tenham sido reportados danos estruturais ou vítimas, o evento reacendeu debates sobre a preparação para terremotos em regiões não tradicionalmente associadas a essa ameaça geológica.
Contexto sísmico e riscos regionais
Embora Cuba esteja localizada em uma zona de baixa atividade sísmica quando comparada a outras regiões do Caribe, eventos como este destacam a importância da monitorização contínua. O USGS classificou o tremor como de magnitude moderada, mas suficiente para causar alarme em áreas populosas. Especialistas ressaltam que a falta de infraestrutura para terremotos em Cuba — país que historicamente enfrenta desafios com furacões e tempestades — pode agravar os riscos em futuros eventos.
Reação das autoridades e próximos passos
O governo cubano não emitiu comunicados imediatos sobre danos materiais ou feridos, limitando-se a confirmar a abrangência do tremor. Nos EUA, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) descartou risco de tsunami, mas recomendou cautela em áreas costeiras. A comunidade científica internacional aguarda análises adicionais para determinar se o evento está relacionado a movimentações tectônicas recentes na placa do Caribe.




