Juiz de Fora e Ubá concentram estragos; 47 pessoas seguem desaparecidas após enxurradas e deslizamentos
As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais deixaram ao menos 23 mortos e centenas de desabrigados nos municípios de Juiz de Fora e Ubá. De acordo com balanço preliminar das autoridades locais, 47 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de resgate seguem mobilizadas em áreas de difícil acesso.
O volume elevado de precipitação em curto intervalo de tempo provocou alagamentos, transbordamento de córregos e deslizamentos de encostas, especialmente em bairros situados em áreas de risco. Casas foram arrastadas pela enxurrada, vias ficaram interditadas e o fornecimento de energia foi interrompido em diversos pontos.
Buscas avançam em meio a instabilidade do solo
Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e forças de segurança atuam em operações de busca com auxílio de cães farejadores e drones. As equipes enfrentam obstáculos como lama espessa, risco de novos deslizamentos e vias bloqueadas por destroços.
Em Juiz de Fora, bairros ribeirinhos registraram os maiores danos. Já em Ubá, o desmoronamento de encostas atingiu residências durante a madrugada, surpreendendo moradores.
Autoridades municipais decretaram situação de emergência para agilizar a liberação de recursos e assistência humanitária. Abrigos provisórios foram montados em escolas e ginásios para acolher famílias que perderam suas casas.
Desabrigados e impactos na infraestrutura
Além das vítimas fatais e desaparecidos, centenas de pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas. Serviços públicos foram afetados, incluindo transporte coletivo, abastecimento de água e atendimento em unidades de saúde.
Meteorologistas alertam para a possibilidade de novas pancadas de chuva nos próximos dias, o que mantém o nível de alerta elevado na região. Técnicos monitoram encostas e áreas suscetíveis a novos deslizamentos.
O governo estadual informou que acompanha a situação e que equipes técnicas foram deslocadas para reforçar o atendimento às vítimas. A prioridade, segundo as autoridades, é localizar os desaparecidos, garantir abrigo às famílias atingidas e iniciar a recuperação da infraestrutura danificada.
A tragédia reforça a vulnerabilidade de áreas urbanas ocupadas sem planejamento adequado e expostas a eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes no país.
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