Orçamento projetado atinge R$ 11,7 bilhões com salto de mais de 80% nos recursos para obras e infraestrutura na capital
Expansão orçamentária, equilíbrio fiscal e metas para o ciclo de gestão
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, detalhou nesta segunda-feira (28/9), em solenidade realizada no Paço Municipal, o projeto de lei referente à Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, minuta que será protocolada no Poder Legislativo até a próxima quarta-feira (30/9). O texto consolida um incremento expressivo no potencial financeiro da capital e baliza as diretrizes estratégicas do plano de governo. A estimativa global da receita atinge aproximadamente R$ 11,7 bilhões, montante que representa uma expansão de 8,27% na comparação com a peça orçamentária de 2026. Do total estimado, R$ 1,65 bilhão será consignado para investimentos diretos, índice que supera em mais de 80% o aporte fixado no exercício anterior.
“Nós assumimos com R$ 10 bilhões de contas, sendo R$ 5 bilhões da Comurg e R$ 5 bilhões da Prefeitura. A gente trabalhou muito, pegamos um Capag C e hoje temos Capag A+. Isso foi possível pelo trabalho conjunto com o governador, secretários e vereadores. Estamos no segundo ano, que é o ano da recuperação, e 2027 será o ano da transformação. Trabalharemos para deixar uma marca de muito trabalho nos próximos dois anos”, destacou o prefeito.
A elevação dos aportes para intervenções estruturais supera o ritmo de crescimento do orçamento global e altera a distribuição interna das receitas públicas. Enquanto o teto orçamentário municipal se expande em 8,27%, a fatia reservada especificamente para investimentos cresce acima de 80%. Dessa forma, aproximadamente 14% de toda a arrecadação goianiense em 2027 estará vinculada ao custeio de obras, modernização de infraestrutura, novos equipamentos públicos e ações voltadas à revitalização urbana.
O documento orçamentário assegura dotações para frentes consideradas prioritárias pelo Paço Municipal, abarcando saneamento básico, macrodrenagem, intervenções urbanísticas, saúde pública, rede de ensino, assistência social, mobilidade urbana, gestão de trânsito e pavimentação asfáltica. A estratégia visa ampliar a capacidade de execução de intervenções físicas sem comprometer a manutenção dos serviços essenciais prestados à população.
Alocação de recursos por secretarias e execução orçamentária em saúde
Na área da Saúde, a proposta da LOA 2027 estabelece uma ampliação de aproximadamente 6% nos custeios e investimentos em relação ao montante previsto para 2026. A verba será direcionada ao fortalecimento e à modernização dos edifícios da rede pública municipal, prevendo reformas e adequações em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e demais pontos de atendimento da rede assistencial.
O panorama de execução financeira do exercício de 2026 aponta a priorização desse setor. Até o mês de agosto, a administração de Goiânia destinou 18,57% de sua receita líquida à Saúde, superando a marca de 18,41% estimada na LOA do período corrente, bem como o piso mínimo constitucional exigido de 15%. O patamar atingido antes do término do ano fiscal evidencia o redirecionamento de verbas públicas para a expansão dos atendimentos hospitalares e ambulatoriais.
Para a pasta da Educação, a peça orçamentária projeta uma expansão de aproximadamente 4% em comparação ao exercício de 2026. A Assistência Social figura como uma das áreas com maior crescimento proporcional na proposta, registrando um salto estimado em cerca de 30%, enquanto as dotações voltadas a serviços de saneamento básico e urbanismo também passam por significativa ampliação de teto dentro do planejamento de 2027.
Mecanismos de controle de gastos e projeções de arrecadação municipal
Sob a perspectiva do titular da Secretaria Municipal da Fazenda, Oldair Marinho, a ampliação do teto de investimentos é fruto direto de uma reformulação fiscal pautada no rigor do planejamento, no contingenciamento de despesas correntes e no monitoramento diário dos indicadores pactuados pelo Governo Municipal.
“A LOA 2027 é a LOA dos investimentos. O município amplia de forma significativa o espaço destinado às obras, à infraestrutura e aos equipamentos públicos, ao mesmo tempo em que mantém o controle das despesas e o equilíbrio das contas públicas”, afirmou.
O projeto de lei estima um crescimento nominal de 8,7% na arrecadação municipal em comparação aos valores consolidados de 2026. Conforme o secretário, a trajetória ascendente da receita, aliada à austeridade nos gastos operacionais, pavimenta as condições para alavancar a execução de obras sem comprometer a estabilidade das finanças municipais.
“O prefeito acompanha os números de forma muito próxima. Ele conhece a execução, cobra as metas e verifica os resultados. Esse acompanhamento permite identificar desvios, corrigir rotas e garantir que os recursos estejam direcionados para das prioridades estabelecidas pela administração”, destaca Oldair Marinho.
A engrenagem de monitoramento fiscal conta ainda com o suporte do Comitê de Controle de Gastos (CCG), órgão colegiado que se reúne semanalmente para auditar fluxos de empenho, liquidações e metas de desempenho das pastas.
A solenidade oficial reuniu lideranças do Poder Legislativo municipal, incluindo os vereadores Tião Peixoto, Anselmo Pereira, Wellington Bessa, Thialu Guiotti, Henrique Alves e Olavo Pires. Do secretariado municipal, marcaram presença Adonídio Neto (Sedicas e Semad), Vinícius Gomes (GoiâniaTur), Coronel Bites (Semel), Paulo Magalhães (Assuntos Comunitários), Ana Carolina (Seplan), Francisco Lacerda (Seinfra), Erizania Freitas (Semasdh), Danielle Gomes (Secap) e Hudson Novais (AR), além da procuradora-geral do Município, Isadora de Souza Santos, e do controlador-geral do Município, Juliano Gomes Bezerra.





