Correnteza fatal: o perigo invisível das marés no Guarujá
O incidente, ocorrido no final da tarde da última sexta-feira (8) na praia do Enseada, reforçou os alertas sobre os riscos da corrente de retorno — fenômeno natural que, segundo especialistas, é responsável por cerca de 80% dos afogamentos em praias brasileiras. A vítima, identificada como uma mulher de 32 anos, foi arrastada a cerca de 50 metros da costa antes de ser resgatada por um guarda-vidas em treinamento, que aplicou técnicas de natação contra a corrente e a conduziu até a areia.
Vídeo do resgate viraliza e expõe fragilidades do banho de mar
Imagens do momento do salvamento, divulgadas nas redes sociais, mostram a banhista já exausta pela luta contra a corrente, enquanto o guarda-vidas se aproxima com precisão. O material, que circulou amplamente nas últimas 48 horas, serviu como alerta para turistas e moradores sobre a necessidade de frequentar apenas trechos monitorados por profissionais. Autoridades locais já haviam emitido comunicados sobre a presença de correnteza forte naquela semana, mas o fluxo de banhistas não foi reduzido.
Fiscalização e educação: o que falta para prevenir novos casos?
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) indicam que, entre janeiro e julho de 2026, foram registrados 1.247 casos de afogamento em praias brasileiras, com 412 óbitos — um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2025. Especialistas apontam que a falta de placas de advertência em pontos críticos e a baixa presença de guarda-vidas em horários de pico são fatores determinantes. No Guarujá, onde o caso ocorreu, a prefeitura mantém apenas 12 profissionais para fiscalizar 27 quilômetros de costa, operando em esquema reduzido nos finais de semana.




