Fuga estratégica das urnas: Moro critica ‘rinha de galo’ sem propostas
O senador Sergio Moro (PL) e o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) formalizaram, no domingo (9), a decisão de não participar do primeiro debate promovido pela TV Bandeirantes para os candidatos ao governo do Paraná e do Rio de Janeiro. A justificativa de Moro, veiculada em vídeo nas redes sociais, centrou-se na crítica à dinâmica eleitoral, classificada como um “jogo combinado” entre aliados do PT e PSD, em alusão ao apoio do partido ao candidato Requião Filho (PDT) e à indicação de Sandro Alex (PSD) pelo governador Ratinho Jr.
Departamento jurídico e cálculos políticos: Paes adere à abstenção
Eduardo Paes, líder nas intenções de voto no Rio de Janeiro, seguiu orientação do setor jurídico de sua campanha para evitar o confronto. A estratégia, segundo analistas, visa preservar a imagem dos candidatos — ambos com vantagem nas pesquisas — em um cenário de alta polarização, onde ataques mútuos poderiam gerar desgaste sem benefícios tangíveis.
Polarização sem solução: o que Moro e Paes evitam discutir
Moro destacou, em sua fala, a ausência de debates sobre temas estruturais, como segurança pública e desenvolvimento econômico, substituídos por embates pessoais. A decisão de não comparecer ao evento da Bandeirantes sinaliza uma postura de distanciamento das dinâmicas tradicionais de campanha, mesmo que isso implique em menor visibilidade nos primeiros embates televisionados.




