“O combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva. Precisamos estar atentos aos sinais e denunciar qualquer suspeita. Informação e conscientização salvam vidas e ajudam a proteger nossas crianças”, A titular da Semasdh, Erizania Freitas.
Ação integrada na Rodoviária foca na identificação de sinais de abuso e na ampla divulgação dos canais oficiais de denúncia
Prevenção e conscientização em área de grande fluxo
A Prefeitura de Goiânia, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), promoveu nesta segunda-feira (18/05) uma blitz educativa nas dependências da Rodoviária de Goiânia. O ato público inseriu-se no cronograma de atividades da campanha Maio Laranja e alcançou um contingente superior a três mil cidadãos. O objetivo central da mobilização consistiu em disseminar diretrizes para a prevenção, identificação precoce e denúncia formal de casos associados ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
A ofensiva contra a violência infantojuvenil baseou-se na distribuição de informativos impressos e no diálogo direto com os passageiros e trabalhadores do terminal. As equipes técnicas destacaram que o monitoramento constante do comportamento de menores é o primeiro mecanismo de defesa contra o crime. Entre as principais evidências e sinais de alerta compartilhados pelos assistentes sociais para identificar possíveis violações de direitos, sobressaíram-se alterações abruptas de conduta, isolamento social, manifestação de medo excessivo, picos de agressividade e oscilações negativas no desempenho escolar.
Canais de denúncia e corresponsabilidade social
Os profissionais alocados na blitz orientaram a população sobre o fluxo correto para o encaminhamento de suspeitas ou confirmações de violência. O protocolo emergencial exige a notificação imediata aos órgãos competentes, com destaque para o Disque 100, os Conselhos Tutelares regionais e as delegacias policiais especializadas. A rede socioassistencial do próprio município, como os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), também foi listada como porta de entrada para o acolhimento das vítimas e processamento das demandas.
A titular da Semasdh, Erizania Freitas, enfatizou que o isolamento do problema no ambiente privado prejudica a eficácia das políticas protetivas, conclamando o apoio da sociedade civil. “O combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva. Precisamos estar atentos aos sinais e denunciar qualquer suspeita. Informação e conscientização salvam vidas e ajudam a proteger nossas crianças”, afirmou a secretária.
Histórico e panorama estatístico
A campanha Maio Laranja foi instituída para dar visibilidade ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, fixado em 18 de maio. A escolha do calendário faz alusão ao caso Araceli, menina de oito anos que foi submetida a violência sexual e assassinada no ano de 1973, em um crime emblemático que permaneceu sem punição jurídica.
O cenário epidemiológico da violência contra menores no território nacional impõe um regime de vigilância contínua por parte das autoridades públicas. Conforme dados compilados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Brasil contabilizou o volume alarmante de mais de 179 mil ocorrências de violência sexual contra vulneráveis no intervalo entre 2017 e 2022. O balanço estatístico aponta que, no panorama atual, estima-se que uma criança sofra violência sexual a cada 15 minutos no país.





