Ação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro; bloqueio de bens chega a R$ 18,8 milhões
Na manhã desta quinta-feira (7/5), a Polícia Federal (PF) deu início à 5ª fase da Operação Compliance Zero. Entre os principais alvos das medidas judiciais está o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A ofensiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e visa desarticular um suposto esquema envolvendo organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e infrações contra o Sistema Financeiro Nacional.
Ao todo, os agentes federais cumprem um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão. As diligências ocorrem de forma simultânea no Distrito Federal e nos estados do Piauí, São Paulo e Minas Gerais. Além das buscas, o STF determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, valores e direitos dos investigados.
Posicionamento da defesa
Em nota oficial, os advogados do senador Ciro Nogueira, liderados por Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), contestaram a operação. A defesa afirma que o parlamentar nega qualquer envolvimento em atividades ilícitas e se coloca à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Os representantes legais criticaram o uso de medidas invasivas baseadas em trocas de mensagens de terceiros, classificando a ação como “precipitada” e defendendo um controle rigoroso de legalidade por parte das Cortes Superiores.
Histórico da Operação Compliance Zero
Esta nova etapa é um desdobramento de investigações que já resultaram em prisões de alto perfil. Na 4ª fase, ocorrida em 16 de abril de 2026, foram presos preventivamente:
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Paulo Henrique Costa: ex-presidente do banco público do Distrito Federal.
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Daniel Monteiro: advogado apontado como operador do esquema.
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Daniel Vorcaro: dono do Banco Master, que já se encontra detido desde março.
Até o momento, somando-se as cinco fases, a Polícia Federal já executou 96 mandados de busca e apreensão. O montante total de bens sequestrados ou bloqueados pela Justiça, a pedido do Ministério Público e da PF, atinge o limite de R$ 27,7 bilhões.
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