Pedro Ely Cordeiro dos Santos desapareceu após assistir a jogo da Copa do Mundo em estabelecimento na Vila Madalena
Desaparecimento e trajeto em veículo de aplicativo na madrugada
A Polícia Civil do Estado de São Paulo instaurou inquérito para apurar as circunstâncias que envolveram a morte do advogado fluminense Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos. O corpo do profissional foi localizado nas dependências do Instituto Médico Legal (IML) da capital paulista, após ele permanecer na condição de desaparecido por um período de quatro dias. O reconhecimento formal do cadáver foi efetuado por integrantes de sua família nesta quarta-feira (14).
Natural do Rio de Janeiro, o advogado residia desacompanhado no município de São Paulo. De acordo com as informações consignadas no boletim de ocorrência lavrado por seus familiares, o último registro visual de Pedro ocorreu nas primeiras horas da madrugada do dia 10 de julho. Na ocasião, ele havia saído na companhia de um conhecido para assistir a uma transmissão de partida da Copa do Mundo em um estabelecimento comercial situado no bairro da Vila Madalena.
O depoimento dos familiares aponta que a dupla se retirou da zona boêmia por volta de 0h30, utilizando os serviços de um carro de transporte por aplicativo. O acompanhante do advogado encerrou sua viagem no bairro de Moema, ao passo que Pedro deveria continuar o percurso até o estabelecimento hoteleiro onde se encontrava alojado, localizado no bairro da Vila Olímpia. No entanto, os órgãos de segurança ainda não dispõem de confirmação técnica se o passageiro efetivamente desembarcou no destino final previsto ou se realizou o agendamento de um novo deslocamento.
Rastreamento de sinais telefônicos e interrupção de contatos
Após o encerramento do itinerário inicial, os parentes perderam totalmente a capacidade de comunicação com o advogado. O relatório policial aponta que o dispositivo móvel da vítima efetuou uma chamada telefônica direcionada a uma firma de aplicações financeiras por volta das 4h daquela madrugada, emitindo coordenadas de posicionamento global na região da Avenida Paulista. Aproximadamente sessenta minutos após esse evento, o aplicativo de mensagens WhatsApp registrou a última atividade de conexão associada ao terminal do usuário.
A interrupção abrupta na rotina de Pedro gerou alerta imediato entre seus conhecidos, visto que ele não regressou ao hotel, cessou o retorno a tentativas de contato e registrou ausência injustificada em seus compromissos profissionais. Antes de se dirigir ao bar na noite de seu sumiço, o advogado havia cumprido de forma regular sua jornada de trabalho sob o regime de home office.
Diante do cenário, a representação familiar formalizou um requerimento junto às autoridades competentes demandando a auditoria completa do histórico da viagem solicitada via plataforma digital. O pedido abrange o mapeamento minucioso do itinerário percorrido, dados de telemetria por GPS e a qualificação do condutor parceiro. Adicionalmente, foi solicitada a investigação da origem e destino da chamada telefônica realizada na madrugada, bem como o rastreamento das últimas conexões do celular.
Inexistência de pertences e indefinição sobre causa do óbito
Dados iniciais colhidos pelas equipes de investigação sugerem a hipótese de que o advogado possa ter apresentado um mal-estar súbito logo após deixar o bar, cenário que ainda carece de validação técnico-científica por parte dos peritos criminais. O corpo de Pedro deu entrada no necrotério desprovido de quaisquer documentos de identificação pessoal e sem o seu aparelho celular, fator que contribuiu para o atraso no processo de qualificação do cadáver.
A Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil não divulgaram, até o presente momento, o laudo necroscópico apontando a causa da morte ou se a estrutura física do corpo apresentava indícios de agressão ou marcas de violência. Os trabalhos de apuração prosseguem sob sigilo.




