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Mabel anuncia início das obras da UPA da Região Campinas e amplia plano de expansão da saúde em Goiânia

João
1 de julho de 2026 às 08:44
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Mabel anuncia início das obras da UPA da Região Campinas e amplia plano de expansão da saúde em Goiânia

Fotos: Alex Malheiros

Nova unidade será construída no Setor Cidade Jardim com recursos de emenda parlamentar, Prefeitura de Goiânia e Ministério da Saúde; capital terá oito novas UPAs

 

O cenário da assistência médica emergencial em Goiânia passará por uma importante reestruturação. O chefe do Executivo municipal, Sandro Mabel, comunicou oficialmente que a implantação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Região Campinas terá suas obras iniciadas na abertura do próximo semestre corrente.

O complexo assistencial será erguido no setor Cidade Jardim, viabilizado por meio de aportes financeiros provenientes de emendas do Legislativo federal, além de contrapartidas orçamentárias do Tesouro Municipal e do Ministério da Saúde. O processo licitatório já se encontra em andamento, com o edital devidamente publicado para o recebimento de propostas das empresas concorrentes.

O cronograma técnico estima que as obras físicas sejam concluídas no prazo de 14 meses. De acordo com o gestor municipal, o empreendimento faz parte de uma estratégia macro de capilarização e modernização dos serviços públicos de saúde. “Além de aumentar as unidades de pronto-socorro, com oito UPAs, vamos também fazer de 20 a 30 UBSs, porque a população precisa ter acesso facilitado aos atendimentos de saúde da família, que são primordiais. Essa é a saúde que nós vamos construir em Goiânia, uma saúde cada vez melhor”, sublinhou Mabel, fazendo menção direta às Unidades Básicas de Saúde, estruturas fundamentais na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS).

Alocação de recursos e modernização da rede

As projeções financeiras para a consolidação do posto de atendimento indicam um aporte de aproximadamente R$ 18 milhões para a execução da engenharia civil, somado ao montante de R$ 8,5 milhões voltado à aquisição de maquinários e mobiliários médicos. A dotação orçamentária dispõe de uma verba de R$ 8.539.000,00 carimbada pelo senador Vanderlan Cardoso. “Isso faz parte de um pacote, é uma ajuda inicial à administração do prefeito Sandro Mabel. Ele já me pediu também que, além da obra, a gente colocasse um recurso para equipar essa UPA com os melhores equipamentos e assim vamos fazer”, salientou o parlamentar durante o ato de divulgação.

O titular da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Luiz Pellizzer, contextualizou que a malha de postos voltados a urgências e emergências na capital foi majoritariamente edificada entre o final da década de 1980 e o início dos anos 1990, demandando uma substituição gradual por prédios modernos. Ao justificar a escolha geográfica do novo lote para substituir o atual Cais Campinas, o secretário apontou as restrições territoriais da zona central. “A SMS divide Goiânia em sete distritos, e a região central toda, que é esse distrito Campinas-Centro, só tem duas áreas públicas que cabem uma construção de 4 mil metros quadrados, porque já é uma área conturbada, antiga, que foi onde Goiânia começou. Esta aqui foi escolhida por ter menor aglutinação de pessoas e comércio e pela acessibilidade do transporte público”, ponderou Pellizzer.

Descentralização e capacidade de atendimento

O anúncio atual está inserido no plano de metas para fortalecimento da assistência imediata, que planeja abrir oito novas UPAs na malha urbana goianiense. A expectativa técnica é que a inserção desses novos polos promova um incremento de mais de 100 mil acolhimentos mensais na rede de socorro da capital. Atualmente, os 12 postos municipais em funcionamento absorvem uma demanda média superior a 120 Visitas médicas por mês. Mais duas frentes de trabalho para unidades semelhantes devem ter seus editais e lançamentos autorizados nos próximos dias.

Os novos prédios seguem os padrões de engenharia da UPA Porte III, cuja capacidade operacional está estimada em 450 acolhimentos a cada 24 horas, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. O aparato médico-hospitalar contará com uma estrutura de oito consultórios para a equipe médica e um gabinete odontológico. A área interna abrigará recepções, alas de triagem e classificação de risco, laboratório de análises clínicas, farmácia interna, ambientes para coleta biológica, salas de radiografia, eletrocardiograma e exames de ultrassonografia.

O espaço de internação temporária disporá de vinte leitos de observação clínica, seis leitos de estabilização na chamada sala vermelha e a instalação da Sala Lilás — ala especializada para o suporte humanizado a mulheres vítimas de violência. O complexo será complementado por divisões burocráticas, almoxarifado central e um Centro de Material e Esterilização (CME).

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