Interrogatórios definem ritmo do julgamento
O processo judicial pelo homicídio de Henry Borel, ocorrido em março de 2021, entra em sua fase crítica nesta terça-feira (2), com previsão de início às 10h no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Os réus Jairo Souza Santos Júnior (Jairinho) e Monique Medeiros serão submetidos a interrogatórios, etapa que pode se estender por até oito horas, segundo estimativas da corte. A possibilidade de adiamento do depoimento de Jairinho para a quarta-feira (3) — caso a sessão se prolongue — foi considerada pela defesa.
Perícias contestam versão de queda acidental
No oitavo dia de júri, encerrado na segunda-feira (1º), os peritos da defesa de Jairinho apresentaram argumentos técnicos que desafiam a narrativa acusatória. Leonardo Huber Tauil, médico legista, detalhou uma simulação realizada no apartamento da família Borel, destacando a ausência de móveis ou objetos capazes de causar, em uma queda, o trauma hepático fatal que vitimou a criança. Por outro lado, a acusação sustenta que os ferimentos de Henry eram incompatíveis com um acidente doméstico.
Provas técnicas e tensão processual
A participação de Jefferson Evangelista Correa, médico-legista aposentado da Polícia Federal e contratado pela defesa, reforçou a estratégia de questionar os laudos da acusação. A defesa busca demonstrar inconsistências nas perícias que embasam a denúncia de homicídio qualificado, enquanto o Ministério Público tenta consolidar a tese de agressão premeditada. A sessão desta terça-feira promete expor as divergências entre as partes, com potencial impacto no desfecho do caso.




