O mercado financeiro revisou suas expectativas para a inflação de 2026, conforme dados do Boletim Focus publicado pelo Banco Central nesta segunda-feira (1º de junho de 2026)
Crescimento econômico mantém trajetória modesta
A projeção para o IPCA subiu de 5,04% para 5,09%, sinalizando um cenário de pressão inflacionária persistente, embora em patamar ainda controlado. A estimativa para o PIB de 2026 também foi ajustada, passando de 1,89% para 1,90%, refletindo uma melhora marginal na perspectiva de atividade econômica. No entanto, o ritmo segue aquém do necessário para impulsionar uma recuperação robusta, como evidenciado pelo crescimento de apenas 1,1% no primeiro trimestre deste ano.
Selic e câmbio: estabilidade com viés de cautela
A taxa básica de juros (Selic) permaneceu inalterada em 13,25%, mantendo o patamar elevado como ferramenta de contenção inflacionária. Quanto ao dólar comercial, a previsão para o fechamento de 2026 recuou levemente de R$ 5,17 para R$ 5,16, indicando expectativa de estabilidade cambial, ainda que sujeita a volatilidade em cenários de incerteza global.
Perspectivas para 2027: inflação em alta e PIB estável
No médio prazo, as projeções para 2027 também sofreram ajustes. O IPCA projetado subiu de 4,01% para 4,02%, enquanto o PIB foi mantido em 1,70%. O câmbio para 2027 teve queda de R$ 5,26 para R$ 5,25, e a Selic permaneceu em 11,25%, sugerindo um cenário de juros ainda restritivos no próximo ano.
O Boletim Focus, compilado semanalmente com base em estimativas de mais de 100 instituições financeiras, reforça a necessidade de monitoramento atento às variáveis macroeconômicas, sobretudo em um contexto de recuperação gradual e riscos inflacionários persistentes.




