ClickNews
Economia

FGTS será liberado para quitar dívidas: como acessar até R$ 1 mil a partir do dia 25

Redação
14 de maio de 2026 às 16:12
Compartilhar:
FGTS será liberado para quitar dívidas: como acessar até R$ 1 mil a partir do dia 25

Foto: agenciabrasil.ebc.com.br

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que, a partir de 25 de maio, os trabalhadores brasileiros poderão consultar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) disponível para a renegociação de dívidas no Novo Desenrola Brasil

A novidade integra o Desenrola 2.0, lançado há dez dias, e representa uma estratégia do governo federal para injetar até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS no mercado, aliviando o endividamento de milhões de brasileiros.

Aplicativo do FGTS será porta de entrada para a renegociação

A adesão ao programa ocorrerá de forma digital e descentralizada. Após autorizar o acesso das instituições financeiras ao saldo do fundo por meio do aplicativo oficial do FGTS, o trabalhador poderá renegociar suas dívidas diretamente com os bancos credores — sejam cartão de crédito, cheque especial ou Crédito Direto ao Consumidor (CDC). A Caixa Econômica Federal, gestora do sistema, fará a transferência dos valores aos bancos responsáveis pelos contratos em até 30 dias após a consulta do saldo disponível.

O uso do FGTS, no entanto, está condicionado à conclusão do processo de renegociação dentro do programa. Além disso, a operação dispensará a necessidade de deslocamento a agências bancárias, otimizando o procedimento para os usuários.

Teto de R$ 1 mil ou 20% do saldo: qual limite vale?

O trabalhador poderá utilizar até 20% do saldo total do FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. Por exemplo: um trabalhador com R$ 6 mil depositados no FGTS poderá usar R$ 1,2 mil (20%), mas o teto será limitado a R$ 1 mil. Já aquele com R$ 4 mil no fundo poderá destinar até R$ 800 (20%), sem ultrapassar o limite de R$ 1 mil.

Outra regra importante: o FGTS poderá ser aplicado tanto em contas ativas quanto inativas, com prioridade para as inativas — aquelas de empregos anteriores, com maior probabilidade de não terem movimentações recentes. O uso temporário desses recursos suspenderá novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até que o saldo do trabalhador seja recomposto.

Quem pode aderir e quais dívidas podem ser quitadas?

A modalidade é voltada para trabalhadores com renda mensal de até R$ 8.105. As dívidas elegíveis incluem:

  • Cartão de crédito;
  • Cheque especial;
  • Crédito Direto ao Consumidor (CDC);
  • Outros débitos não especificados, desde que enquadrados no programa.

Saque residual: mais R$ 8,4 bilhões liberados para demitidos sem justa causa

Além da renegociação de dívidas, o governo federal informou que, em 26 de maio, 10,5 milhões de trabalhadores receberão valores residuais do saque-aniversário do FGTS. Esses recursos, acumulados em várias rodadas desde o fim de 2023, somam R$ 8,4 bilhões e beneficiarão aqueles demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025.

Os depósitos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS, sem necessidade de solicitação prévia. Segundo o MTE, os valores residuais correspondem a valores não sacados em edições anteriores do saque-aniversário, como parte do saldo não utilizado pelo trabalhador.

Caixa ajusta sistemas para viabilizar a operação

A implementação da nova funcionalidade exigiu adaptações nos sistemas da Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do FGTS. O banco definiu procedimentos operacionais para que as instituições financeiras possam oferecer a modalidade durante a renegociação de débitos. A expectativa é que, com a normalização dos sistemas, a operação ocorra de forma ágil e transparente para os usuários.

O Novo Desenrola Brasil chega em um momento de alta demanda por alívio financeiro, com mais de 70 milhões de brasileiros endividados, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A medida representa uma tentativa de destravar o consumo e reduzir a inadimplência, ao mesmo tempo em que utiliza recursos já existentes do FGTS, sem onerar o orçamento público.

O que você achou desta notícia?

Sua avaliação ajuda nossa redação a entregar o melhor conteúdo.