ClickNews
  • HOME
  • GERAL
  • CIDADES
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • JUSTIÇA
  • BRASIL
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ARTIGOS
  • POLÍCIA
  • SAÚDE
Home
Mundo

Detenções migratórias nos EUA já afastaram mais de 200 mil crianças de seus pais desde retorno de Trump

Jeverson
20 de maio de 2026 às 10:01
Compartilhar:
Detenções migratórias nos EUA já afastaram mais de 200 mil crianças de seus pais desde retorno de Trump

O endurecimento da política migratória nos Estados Unidos já levou cerca de 400 mil pessoas a centros de detenção desde o início do novo mandato de Donald Trump. Atualmente, aproximadamente 60 mil seguem sob custódia das autoridades migratórias. Foto: Reprodução/DW

Relatório aponta que maioria dos menores afetados tem menos de 12 anos e revela falhas do governo americano em monitorar o destino das famílias separadas

 

A política migratória adotada pelo presidente Donald Trump desde o início de seu segundo mandato já provocou impactos profundos sobre milhares de famílias nos Estados Unidos. Um levantamento divulgado pelo think tank Brookings Institution estima que ao menos 205 mil crianças tiveram um dos pais detidos por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) desde janeiro de 2025. Entre elas, aproximadamente 145 mil são cidadãs americanas.

O estudo foi elaborado a partir de projeções demográficas e cruzamento de dados estatísticos, diante da ausência de informações oficiais detalhadas sobre os filhos de imigrantes presos pelas autoridades migratórias americanas.

Milhares de crianças ficaram sem nenhum responsável em casa

Segundo o relatório, cerca de 22 mil crianças ficaram completamente sem figuras parentais no domicílio após a detenção simultânea dos responsáveis que viviam com elas. Em muitos desses casos, os menores passaram a depender de redes informais de apoio, sem qualquer acompanhamento sistemático do Estado.

Os dados também revelam que 72,6% das crianças afetadas têm menos de 12 anos. A maioria das famílias atingidas pela política migratória é de origem mexicana. Na sequência aparecem imigrantes da Guatemala, Honduras e outros países latino-americanos. Apenas uma pequena parcela das famílias impactadas tem origem asiática.

Apesar da dimensão do problema, o governo americano não possui um sistema consolidado capaz de identificar quantos imigrantes detidos possuem filhos vivendo nos Estados Unidos nem quais medidas são tomadas para garantir a proteção dessas crianças após as prisões.

Separações deixam de ser temporárias e passam a se tornar permanentes

O volume crescente de detenções ajuda a explicar o alcance social da crise. Atualmente, cerca de 60 mil pessoas permanecem sob custódia migratória nos Estados Unidos, enquanto aproximadamente 400 mil já passaram por centros de detenção desde o início da nova gestão republicana.

Levantamento da organização ProPublica indica que a separação familiar tende a se prolongar por meses — e, em muitos casos, tornar-se definitiva. Entre mães de crianças cidadãs americanas detidas nos primeiros meses do governo, 60% haviam sido deportadas após sete meses, enquanto outras ainda permaneciam presas.

Para especialistas, o cenário evidencia que milhares de crianças estão expostas a rupturas familiares duradouras, com impactos emocionais, sociais e econômicos ainda difíceis de mensurar.

Crianças permanecem fora do alcance das autoridades

Grande parte dessas crianças permanece fora dos registros oficiais. Embora algumas acompanhem os pais deportados aos países de origem, a maioria continua vivendo nos Estados Unidos sob cuidados improvisados de parentes, amigos ou conhecidos.

Estimativas apontam que, entre os cerca de 22 mil casos em que nenhum responsável permaneceu na residência, apenas 5% chegaram a ter contato com sistemas formais de proteção infantil.

Pesquisadores afirmam que o temor de novas ações migratórias leva muitas famílias a evitarem qualquer aproximação com órgãos públicos. Ao mesmo tempo, serviços de proteção social tendem a atuar apenas em situações extremas, como abandono evidente ou risco imediato à integridade dos menores.

Ausência de dados oficiais amplia preocupação

A falta de transparência por parte do governo federal é apontada como um dos principais entraves para medir a dimensão real do problema. Embora o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) tenha registrado pouco mais de 18 mil detidos com filhos cidadãos americanos em 2025, especialistas consideram o número muito abaixo da realidade.

Na prática, agentes migratórios frequentemente não registram informações sobre filhos durante as detenções, enquanto muitos imigrantes evitam fornecer detalhes familiares por receio de agravar sua situação migratória.

Com base em análises independentes, pesquisadores estimam que cerca de 20% dos imigrantes detidos vivem com filhos cidadãos americanos, índice que sustenta as projeções apresentadas pelo estudo.

As estimativas também indicam que o número de crianças vulneráveis pode crescer significativamente nos próximos meses. Hoje, cerca de 13 milhões de adultos vivem nos Estados Unidos sem situação migratória definitiva ou sob algum tipo de proteção parcial. Essas famílias incluem aproximadamente 4,6 milhões de crianças americanas que convivem com ao menos um dos pais sob risco de deportação.

Em cenários considerados mais severos, cerca de 2,5 milhões de menores poderiam perder simultaneamente todos os responsáveis presentes no ambiente doméstico.

Pressão aumenta por mudanças na política migratória

Os autores do estudo afirmam que o maior problema é a inexistência de uma política pública estruturada para atender crianças afetadas pelas ações migratórias. Atualmente, o ICE não possui mecanismos prioritários voltados à proteção dos filhos de imigrantes detidos, e intervenções governamentais ocorrem apenas em situações emergenciais.

Diante do agravamento do quadro, cresce a pressão para que o governo americano implemente sistemas mais transparentes de monitoramento e desenvolva protocolos permanentes de assistência às famílias afetadas.

“À medida que se expande a fiscalização imigratória, garantir que as crianças afetadas tenham acesso a apoios e proteções básicos deve ser compreendido não como algo opcional, mas como uma responsabilidade governamental necessária, vinculada às consequências previsíveis da separação e do deslocamento familiar. Quando detemos ou deportamos os pais de uma criança, a nação tem a clara obrigação de reconhecer, levar em consideração e salvaguardar o bem-estar dessa criança”, afirmam os autores da análise.

ClickNews

O portal de notícias mais completo de Goiás. Informação de qualidade com credibilidade, 24 horas por dia.

Navegue no Site

  • Geral
  • Cidades
  • Economia
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Mundo
  • Esporte
  • Artigos
  • Polícia
  • Saúde

Institucional

  • Sobre Nós
  • Equipe
  • Fale Conosco
  • Privacidade
  • Termos de Uso

Fale Conosco

  • E-mailcontato@clicknews.net.br
  • Telefone(62) 3212-3434
© 2026 ClickNews V3.0 - Desenvolvido e editado por Agência Hoover.
TermosPrivacidade

Continue Lendo

Banco do Brasil antecipa pagamento de R$ 340,7 milhões em Juros sobre Capital Próprio para junho de 2026

Banco do Brasil antecipa pagamento de R$ 340,7 milhões em Juros sobre Capital Próprio para junho de 2026

MPF aciona Aneel e MME: Suspensão do leilão de reserva de capacidade pode paralisar contratos de energia em 48h

MPF aciona Aneel e MME: Suspensão do leilão de reserva de capacidade pode paralisar contratos de energia em 48h

Interceptação de avião-espião da RAF por caças russos no Mar Negro eleva tensão entre Moscou e OTAN

Interceptação de avião-espião da RAF por caças russos no Mar Negro eleva tensão entre Moscou e OTAN

O que você achou desta notícia?

Sua avaliação ajuda nossa redação a entregar o melhor conteúdo.

Anterior
0

Ebola avança na África: mortes crescem na RDC e primeiro caso fora do país é registrado em Uganda

Próxima
0

Ser ou Ter – Por Wilton Emiliano Pinto

Publicidade[ BANNER VERTICAL ]
(300x600)