Mulheres na política 2026: Entenda o projeto que quer cotas de 50% para candidatas baseado no Censo do IBGE. Como a mudança no PL 1155/26 pode acabar com as candidaturas laranja
A representatividade feminina na política brasileira pode dar um salto histórico com o Projeto de Lei 1155/26. A proposta quer substituir a cota fixa de 30% por um critério dinâmico baseado no Censo do IBGE. Como as mulheres representam 51,5% da população, a ideia é que as chapas eleitorais reflitam essa proporção real, forçando os partidos a investir de forma equilibrada em candidaturas de cada sexo. O objetivo é corrigir uma distorção secular que mantém o Parlamento majoritariamente masculino, apesar da maioria do eleitorado ser feminina.
A interpretação desta mudança sugere o fim das “candidaturas laranja”. Ao vincular a cota à realidade demográfica, o projeto pressiona as estruturas partidárias a promoverem lideranças femininas autênticas. A deputada Elisângela Araújo, autora do texto, defende que o modelo atual de 30% fracassou em transformar a política. Com o novo sistema, o TSE publicaria os percentuais exatos antes de cada eleição, garantindo que a democracia brasileira seja, de fato, um espelho da sociedade que ela representa.
O que você achou desta notícia?
Sua avaliação ajuda nossa redação a entregar o melhor conteúdo.

