Extração em junho cresce 19,1% em um ano, com pré-sal respondendo por 82% da produção nacional
Produção atinge maior patamar da história
A produção brasileira de petróleo alcançou um novo marco histórico em junho ao atingir média de 4,475 milhões de barris por dia, conforme levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O desempenho representa o maior volume já registrado no país, com avanço de 19,1% em comparação ao mesmo período de 2025 e crescimento de 4% frente ao mês de maio deste ano.
Ao considerar conjuntamente a produção de petróleo e gás natural, o volume nacional chegou a 5,842 milhões de barris de óleo equivalente por dia, reforçando a expansão da atividade no setor energético brasileiro.
Pré-sal permanece como principal polo de produção
O pré-sal manteve sua posição de destaque ao responder por 82% de toda a produção nacional. Durante o mês de junho, a região produziu 4,788 milhões de barris de óleo equivalente por dia, resultado obtido por meio da operação de 198 poços.
Na comparação com junho do ano anterior, o desempenho do pré-sal apresentou crescimento de 24%, consolidando a região como principal responsável pela expansão da produção de hidrocarbonetos no país.
Produção de gás natural também apresenta crescimento
Os dados da ANP mostram que a produção de gás natural acompanhou o ritmo de expansão observado no petróleo. Em junho, foram produzidos 217,35 milhões de metros cúbicos por dia, volume 19,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
Desse total, 64,36 milhões de metros cúbicos diários foram efetivamente disponibilizados ao mercado consumidor.
Segundo a agência reguladora, o índice de aproveitamento do gás natural alcançou 97%, demonstrando elevada eficiência operacional. Já a queima do produto totalizou 6,63 milhões de metros cúbicos por dia, alta de 10,1% na comparação anual.
De acordo com a ANP, esse aumento está relacionado, principalmente, às atividades de comissionamento da plataforma P-79, instalada no campo de Búzios.
Produção offshore domina a atividade nacional
As operações em áreas marítimas seguiram concentrando praticamente toda a produção brasileira de petróleo e grande parte da extração de gás natural. Em junho, os campos offshore responderam por 98,1% da produção de petróleo e por 87,6% da produção nacional de gás.
A Petrobras, considerando tanto os campos operados diretamente quanto sua participação em consórcios, foi responsável por 87,08% de todo o volume produzido no Brasil durante o período.
Búzios lidera produção de petróleo e Mero se destaca no gás
O campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, permaneceu na liderança entre os produtores nacionais de petróleo. A área registrou produção média de 1,02 milhão de barris por dia ao longo de junho.
Na produção de gás natural, o destaque ficou com o campo de Mero, que alcançou média diária de 48,73 milhões de metros cúbicos, mantendo a liderança entre os ativos brasileiros.
Expansão do setor impulsiona arrecadação federal
O aumento da atividade na indústria de petróleo e gás também refletiu diretamente na arrecadação da União. Dados divulgados na semana passada pela Receita Federal apontam que a receita proveniente dos tributos recolhidos pelo setor de extração de petróleo e gás natural registrou crescimento real de 1.629% na comparação com junho de 2025.
O resultado ocorreu em um cenário de valorização das commodities no mercado internacional, movimento influenciado pelo conflito no Oriente Médio, que elevou as cotações do petróleo.
Parte da arrecadação adicional obtida pelo governo com a atividade petrolífera tem sido direcionada ao financiamento de medidas temporárias voltadas à contenção dos impactos da alta dos combustíveis sobre a inflação, incluindo programas de subsídios destinados a reduzir os efeitos do aumento dos preços para consumidores e setores da economia.




