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Aparecida de Goiânia endurece fiscalização e anuncia tolerância zero contra crimes ambientais de concreteiras

João
25 de junho de 2026 às 08:01
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Aparecida de Goiânia endurece fiscalização e anuncia tolerância zero contra crimes ambientais de concreteiras

Fotos: Jhonney Macena

Em reunião com empresários do Setor Santa Luzia, chefe do Executivo institui comitê gestor e cobra adequação imediata às posturas municipais

Medidas punitivas e criação de força-tarefa multidisciplinar no Gabinete do Prefeito

 

O rigor administrativo e a aplicação estrita da legislação ambiental pautaram a nova estratégia de ordenamento urbano adotada pelo Poder Executivo de Aparecida de Goiânia. A administração municipal oficializou uma política de tolerância zero direcionada às indústrias de concretagem instaladas no perímetro urbano que incorrerem em infrações recorrentes. O plano de ação prevê a aplicação sistemática de notificações, autos de infração com penalidades pecuniárias e, em casos de reincidência ou recusa de adequação, a interdição imediata dos estabelecimentos que promoverem o escoamento de efluentes industriais em vias públicas, obstruírem passeios públicos com insumos, obstruírem galerias pluviais com resíduos ou realizarem o descarte clandestino de rejeitos em terrenos não edificados.

De acordo com as diretrizes traçadas pelo prefeito Leandro Vilela, o escopo das penalidades administrativas alcançará também os condutores de veículos pesados que derramarem massa asfáltica ou cimento durante o tráfego rodoviário sem efetuar a desobstrução e a limpeza imediata da pista. Visando alinhar o componente pedagógico às medidas coercitivas, Vilela convocou nesta quarta-feira (24) os principais executivos e diretores operacionais das concreteiras sediadas no Setor Santa Luzia. O encontro técnico serviu para detalhar os mecanismos de monitoramento que o município ativará para coibir as práticas que configuram crime ambiental de poluição e degradação.

Durante a conferência com os representantes do setor produtivo, o governante pontuou a necessidade de coparticipação para a reestruturação da infraestrutura local: “Nós temos feito um espaço muito grande, em todos os sentidos, para a cidade melhorar para todo mundo. Mas para isso acontecer, nós precisamos mudar aquele cenário definitivamente”. Como desdobramento prático da reunião, o governo municipal oficializou a criação de um comitê de gestão compartilhada. O grupo de trabalho aglutinará técnicos do Gabinete do Prefeito e lideranças das secretarias de Planejamento e Regulação Urbana; Meio Ambiente e Sustentabilidade; Articulação Política; Fazenda; Segurança Pública e Infraestrutura.

Recuperação asfáltica de vias e calibração de carga no tráfego logístico

Um dos eixos centrais do plano de intervenção estrutural diz respeito à resiliência da malha rodoviária que circunda os parques industriais de concretagem. O prefeito determinou que a Secretaria de Infraestrutura elabore um cronograma emergencial para a reconstrução das sub-bases e das camadas de rolamento asfáltico severamente danificadas pelo tráfego de caminhões betoneira. O titular da pasta, Alfredo Soubihe, apresentou dados técnicos evidenciando o colapso estrutural da pavimentação devido ao excesso de peso por eixo, assinalando que composições de carga de até 40 toneladas circulam em artérias viárias originalmente dimensionadas para suportar o teto de 5 toneladas. Diante desse diagnóstico, as indústrias locais foram instadas a colaborar de forma voluntária com o fornecimento de insumos e matéria-prima para viabilizar as obras de engenharia civil.

No flanco corporativo, a resposta das empresas sinalizou uma busca por conformidade técnica em curto prazo. O engenheiro civil Marcelo Reguffe, na condição de diretor da Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Concretagem, confirmou a adesão das companhias presentes à proposta de revitalização espacial e comprometeu-se a deflagrar auditorias e reciclagens procedimentais internas com foco nos colaboradores de logística.

Reguffe propôs a integração de saberes técnicos com os órgãos de fiscalização do município ao sugerir: “Estamos fazendo treinamento com os motoristas. E agora, podemos fazer essa qualificação junto com o pessoal do Meio Ambiente e da Regulação Urbana”. A manifestação de cooperação foi bem recebida pelo Executivo. Leandro Vilela validou a postura colaborativa inicial do empresariado, encerrando a rodada de diálogos com a seguinte declaração direcionada aos presentes: “só de vocês estarem aqui, vocês já têm o direito da boa-fé”.

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