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Sistema de controle fronteiriço da UE gera filas de até 6 horas e colocou em risco voos internacionais

Redação
24 de junho de 2026 às 12:02
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Sistema de controle fronteiriço da UE gera filas de até 6 horas e colocou em risco voos internacionais

Foto: DW / Deutsche Welle

EES em operação desde outubro de 2025: promessas de agilidade deram lugar a longas filas

 

O sistema Entrance/Exit System (EES), implementado pela União Europeia no último trimestre de 2025 para registrar dados biométricos de viajantes não residentes, já está em plena operação. No entanto, a promessa inicial de reduzir burocracia nos postos fronteiriços foi desmentida por relatos recorrentes de filas que superam seis horas em aeroportos como Amsterdam, Paris e Roma, segundo alertas da IATA.

Tecnologia e subdimensionamento de pessoal: causas identificadas pelas autoridades

Desde a fase piloto, em outubro de 2025, o EES tem apresentado falhas técnicas que resultam em repetição de registros biométricos e lentidão nos sistemas. Além disso, a escassez de agentes treinados para operar o sistema tem agravado a situação, segundo depoimento de especialistas ouvidos pela BBC.

Em comunicado ao ClickNews, a agência de fronteira da UE (Frontex) admitiu que 12% dos postos de controle ainda não estão totalmente operacionais, especialmente em aeroportos secundários.

Impacto nos passageiros: voos perdidos e divergências entre companhias aéreas

A situação tem causado prejuízos diretos aos viajantes. Passageiros relataram perder conexões ou chegar atrasados ao portão de embarque. Enquanto algumas companhias, como a Lufthansa, afirmam que priorizam acomodar passageiros com atraso devido a EES, outras, como a Ryanair, recusam-se a esperar, alegando que o tempo adicional é responsabilidade do passageiro.

O CEO da Wizz Air no Reino Unido recomendou que os viajantes cheguem três horas antes dos voos de volta, medida que reflete o caos gerado pelo sistema.

Futuro do EES: ajustes ou manutenção do status quo?

A Comissão Europeia anunciou que, até dezembro de 2026, 95% dos postos estarão otimizados, mas não há previsão para a redução dos tempos de espera. Especialistas em transporte aéreo, como a analista da OAG, Clara Thompson, alertam: “O sistema foi projetado para aumentar a segurança, mas a falta de preparação logística transformou-o em um ponto de estrangulamento para o turismo europeu”.

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